"COVILHÃ, CIDADE FÁBRICA, CIDADE GRANJA"

Setembro 27 2008
 

 

 

 Ordenação heráldica do brasão e bandeira

Publicada no Diário do Governo, I Série de 29/08/1941

 
Armas De azul com uma estrela de seis raios de prata carregada por um rodízio vermelho, realçado a ouro e posto em pala. Em chefe e contrachefe uma faixa ondeada de prata. Coroa mural de cinco torres de prata. Listel branco com os dizeres "Cidade da Covilhã" a negro. Envolvendo o pé e flancos das armas, as insígnias das Ordens de Cristo e do Mérito Industrial, suspensas das fitas, tudo de suas cores.
 
Bandeira - Quarteada de quatro peças de branco e quatro peças de vermelho. Cordões e borlas de prata e de vermelho. Haste e lança douradas.

 

Selo - Circular, tendo ao centro as peças das armas sem indicação dos esmaltes e em volta, dentro de círculos concêntricos, os dizeres "Câmara Municipal Covilhã". Envolvendo o selo, as fitas das Ordens de Cristo e de Mérito Industrial, suspendendo as respectivas insígnias.

 
Como as principais peças das Armas são a estrela e o rodízio, a bandeira é branca (que representa a prata) e vermelha. Para cortejos e outras cerimónias a bandeira é de seda, bordada e com a área de um metro quadrado. A coroa mural de cinco torres e a bandeira quartejada de oito peças, é o que está determinado para simbolizar as cidades.
 
O campo das Armas da Covilhã é de há muitos anos esmaltado de azul, cor que heraldicamente significa zelo, caridade e lealdade.
 
A estrela e os rios são de prata porque este metal na heráldica, denota humildade e riqueza.
 
O rodízio é de vermelho, porque este esmalte significa vitórias, força, energia, actividade e vida. O rodízio é realçado a ouro por ser este o metal mais rico na heráldica e que significa nobreza, fé, fidelidade, constância, poder e liberdade.
 
Com estas peças e com estes esmaltes fica realçada e dignificada a história da Covilhã e a índole dos seus naturais.
 
 
Freguesias

 

Aldeia de São Francisco de Assis;   Aldeia do Souto;   Barco;  Boidobra;   Canhoso;   Cantar-Galo;  Casegas;   Conceição;  Cortes do Meio;   Coutada;     Dominguizo;   Erada;   Ferro;   Orjais;   Ourondo;   Paul;   Peraboa;   Peso;   Santa Maria;    São Jorge da Beira;   São Martinho;   São Pedro;    Sarzedo;   Sobral de São Miguel;   Teixoso;   Tortozendo;   Unhais da Serra;     Vale Formoso;   Verdelhos;   Vales do Rio;  Vila do Carvalho;

 

Video elaborado por José Pereira Santos in
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 Bandeira para uso no exterior (2x3)
 
 
        
Bandeira para uso em interiores (1x1)
 
A Covilhã é uma bela cidade, situada num planalto, a meia encosta de Serra da Estrela. Daí lhe vem o nome, de Cova + lhana ( plana ). Parece que foi fundada pelos Romanos 41 a.C. e estes puseram-lhe o nome de Sila Hermínia.
 
É atravessada pelas correntes rápidas das ribeiras da Carpinteira e da Degoldra, em cujas margens se estabeleceram as primeiras fábricas de lanifícios, pois é grande a abundância de gado lanígero.
 
Covilhã teve foral antigo dado por D. Sancho I em Setembro de 1186, confirmado, posteriormente, em Coimbra por D. Afonso II, no mês de Outubro de 1217.
 
Deve-se à clara política de D. Sancho I a reedificações de vila que estava prestes a ser abandonada pelos seus moradores. No ano da concessão do foral em 1186, os habitantes receberam honrarias régias, entre elas destacando-se o privilégio dos escravos ganharem alforria e habilitações para honras e empregos quando por mais de um ano vivido na Covilhã.
 
Na provisão de 2 de Dezembro de 1253, D. Afonso III declara ser a Covilhã uma das principais povoações acasteladas da Beira. Atribuiu-se a fundação ao célebre Conde D. Julião que, para se vingar de D. Rodrigo – o último rei dos Gagos, lhe ler seduzido a filha, provocou a invasão dos Árabes na Península Hispânica. Conta a tradição que na Covilhã derivado da Cova - Juliana, nome que D. Julião dera à vila reunindo num só, o seu nome e o da sua concubina ( mulher ; legítima ).
 
Em 1 de Junho de 1510, D. Manuel I outorgou - lhe foral novo, em Santarém.
 
Foi elevada à categoria de cidade no século XIX a 20 de Outubro de 1870.
 
 
Datas Importantes
 
1186 – Setembro
 
D. Sancho I dá foral à Covilhã
 
1260 – 25 Julho
 
Por carta régia desta data D. Afonso III mandou fazer feira anual de 15 dias na sua vila da Covilhã pela festa de Stª Maria, em Agosto, devendo começar oito dias antes e acabar oito dita depois da dita festa.
 
1319 – 22 de Dezembro
 
D, Dinis outorgou carta régia confirmando privilégios, foros, usos e costumes do concelho da Covilhã, declarando que os juizes do mesmo concelho lhe “fornecerão cama, pão, vinho e outras coisas não por foro nem por serviço, mas por mera hospitalidade”.
 
1485 – Nasceu na Covilhã D. Frei Diogo da Silva, doutor em jurisprudência, conselheiro de D. João III, desembargador dos Agravos e mais tarde nomeado Arcebispo de Braga. Pertenceu à Ordem Franciscana, foi confessor do rei e faleceu em 1541.
 
1487 – 7 de Maio
 
Pêro da Covilhã e Afonso de Paiva partem de Santarém, por terra, para a Etiópia.
Esta missão foi-lhes confiada por D. João II a fim de obter dados necessários à preparação da viagem de Vasco da Gama à Índia.
Depois de chegarem ao Cairo e Adem, separam-se partindo Afonso de Paiva para a Etiópia e Pêro da Covilhã para a Índia.
Pêro da Covilhã veio a exercer grande influência na corte Abexim, teve a honra de ser o primeiro Português que pisou o solo da Índia.
Foi senhor de muitas terras e haveres mas jamais lhe foi concedida autorização para regressar a Portugal, ali morrendo em 1545.
 
1506 – 3 de Março
 
Nasceu em Abrantes o Infante D. Luís quinto filho de D. Manuel I.
Mandou edificar a capela de Stª. Cruz ( Calvário ) dotando-a com uma magnífica custódia de prata dourada encerrando uma relíquia do Santo Lenho.
Duque de Beja, condestável do Reino, Grão-Prior do Crato senhor da Covilhã, Serpa e Marvão.
 
!510 – 1 de Junho
 
É datado de Santarém o segundo foral concedido à Covilhã, por D. Manuel II, onde lhe foram conservados todos os seus privilégios.
 
1515 – 10 de Abril
 
Faleceu Mateus Fernandes, natural da Covilhã, que foi um dos arquitectos do Mosteiro da Batalha, ali pontificando durante 25 anos.
Fez a porta de entrada para as capelas imperfeitas considerada um dos expoentes máximos da arquitectura Portuguesa.
 
1517 – Dezembro
 
Dão entrada em Sevilha Rui Faleiro, sua mulher Eva Afonso, e seu irmão Francisco, idos da Covilhã da Covilhã de onde eram naturais.
Dedicaram-se ao estudo e determinação das coordenadas geográficas, sobre tudo das longitudes, modificando os astrolábios da época, e tornando possível as viagens marítimas de longo curso com cálculos de maior exactidão
 
1535 – Publicado em Sevilha a 1ª edição do livro “ Tratado del Sphera Y del Arte de Marear “ pelo cosmógrafo Francisco Faleiro.
 
1538 – 26 de junho
 
Teve começo o 1º cerco de Diu e em que se distinguiu pela sua coragem e valentia, o intrépido Covilhanense Fernão Penteado.
 
1543 – 8 de Abril
 
Data em que Frei Heitor Pinto professou no Instituto de S. Jerónimo no Convento de Stª. Maria de Belém.
Considerado um dos mais notáveis escritores clássicos portugueses do Século XVI.
 
1618 – Ano em que nasceu na Covilhã, Simão Pinheiro Morão.
Exerceu clínica na Covilhã, Alenquer e Almada.
 
1710 – El-rei D. João V ordena que na vila da Covilhã se fabriquem todas as fardas para o seu exército.
 
1761 – Neste ano ordena D. José I a construção do grandioso edifício da Real Fábrica de panos ( onde actualmente se encontra instalada a Universidade da Beira Interior ).
 
1801 – 3 de Março
 
Nesta data nasceu na Covilhã o Dr. Gaspar Pereira da Silva, que foi jurisconsulto e política
 
1806 – 1 de Janeiro
 
Data em que nasceu na Covilhã Manuel de Morais da Silva Ramos, conhecido por o “ Morais do Convento “ por ter adquirido o Convento de Santo António.
 
1808 – 20 de Agosto
 
Nasceu na Covilhã José Maria da Silva Campos Melo, a quem foi dado em 1870 o título de Visconde da Coriscada.
Foi Industrial de grande valor, Presidente da Câmara Municipal, escrivão da Misericórdia, etc.
 
1824 – 5 de Janeiro
 
Nasceu na Covilhã Francisco Joaquim da Silva Campos Melo, a quem foi dado em 1870 o título de Visconde da Coriscada.
Foi industrial de grande valor, presidente da Câmara Municipal e escrivão da Misericórdia, ...
 
1827 – 4 de Março
 
 Nesta data nasceu na Covilhã, Francisco Maria Rodrigues de Oliveira grainha. Foi médico e sacerdote.
 
1832 – 21 de Agosto
 
Nesta data nasceu na Covilhã o padre Manuel Teles Alegrete vulgarmente conhecido por padre Saioto.
 
1840 – 22 de Junho
 
Nasceu na Covilhã José Maria Veiga da Silva Campos Melo, que foi o maior industrial do seu tempo. A ele se deve o desenvolvimento do ensino primário e técnico na Covilhã, assim como da previdência social pele construção médica aos trabalhadores.
 
1860 – 25 de Fevereiro
 
Foi nesta data que pela primeira vez a Covilhã foi ilimitada com seis lampiões de azeite.
 
1863 – 9 de Maio
 
Foi nesta data destruído o pelourinho da Covilhã, que se encontrava situado em frente ao antigo Paço Municipal.
Este monumento que consistia num fuste oitavado composto de duas pedras que assentava sobre plataforma de 4 ou 5 degraus e terminava por roca, constituía o símbolo da autonomia municipal e só por incúria se pode conceber a sua destruição.
 
1864 – 13 de Junho
 
Nesta data nasceu na Covilhã o Dr. António Mendes Alçada de Morais que exerceu a advocacia brilhantemente nesta cidade durante muitos anos.
 
1870 – 20 de Outubro
 
 Foi a vila de Covilhã elevada à categoria de cidade, no reinado de D. Luís I.
 
1874 – 19 de Outubro
 
Nesta data nasceu na Covilhã José Maria de Campos Melo.
Fixou-se na Covilhã, tendo tomado a direcção “ técnica da fábrica velha “.
 
1883 – 26 de Abril
 
Foi nesta data decidido pelo governo a construção do caminho de ferro da Beira - Baixa, passando por Castelo Branco, Fundão e Covilhã.
 
1891 – 6 de Setembro
 
Nesta data foi solenemente inaugurado o troço do caminho de ferro da Beira Baixa compreendido entre as estações de Abrantes e Covilhã
 
1896 – 9 de Outubro
 
Data em que nasceu na Covilhã Ernesto de Campos Melo e Castro. Formado em engenharia químico - industrial pelo I.S.T. de Lisboa em 1921, desenvolveu grande acção pedagógica na sua cidade natal tendo sido director da Escola Industrial e Comercial Campos Melo durante 36 anos.
 
1907 – 14 de Junho
 
Nas primeiras horas da madrugada deste dia deflagrou na Rua António Augusto de Aguiar, junto à Praça do Município, um grande incêndio que ficou tristemente conhecido pelo incêndio “ da mineira “.
 
 
CURIOSIDADES
 
1619 - A Câmara de Lisboa estabelece um acordo com Paulo Domingues, oficial neveiro, para levar para Lisboa 96 arrobas de neve da Serra da Estrela para fornecimento diário entre 1 de Junho e 30 de Setembro
 
1673 - Por ordem do Príncipe Regente, mais tarde D. Pedro II, vieram de Inglaterra cinco mestres para as fábricas de panos
 
1710 - D. João V ordena que na Vila da Covilhã se fabriquem todas as fardas para o exército
 
1750 - É destituída a forca da Covilhã
 
1755 - No dia 1 de Novembro de 1755, o terramoto que arruinou a capital, também se fez sentir na Covilhã.
As muralhas do castelo tal como as suas grandes torres sofreram enormes danos.
 
1840 - Aprovado o estatuto da Associação Fabril da Covilhã
 
1860 - A 25 de Fevereiro de 1860, a Covilhã foi pela primeira vez iluminada com seis lampiões de azeite.
Em Julho de 1866, o número de lampiões aumentou para 50, passando a iluminação a ser feita a petróleo. A 10 de Fevereiro de 1892 a iluminação pública e particular passou a ser a gás, e só em 6 de Janeiro de 1924 foi a cidade pela primeira vez iluminada a electricidade pela Firma Copeiro & Donas, passando para os Serviços Municipalizados a 28 de Fevereiro de 1928.
 
1864 - 1º. Jornal impresso na Covilhã: O "Commercio da Covilhã"
1871 - Pinheiro Chagas é eleito deputado pelo círculo da Covilhã
1873 - Abertura da estrada das Pedras Lavradas entre Covilhã e Coimbra
1874 - Fundado o Banco da Covilhã
1875 - Fundada a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Covilhã ( Torre e Espada )
1882 - Fundada a Biblioteca Heitor Pinto: 1ª. Biblioteca Pública após Lisboa, Porto, Coimbra e Évora
1891 - Decretada a autonomia do Concelho da Covilhã em 14 de Março por D. Carlos I
1891 - Inauguração do troço Abrantes - Covilhã da linha de Caminho de Ferro da Beira Baixa, com a presença do Rei e da Rainha
1924 - Criada a Banda da Covilhã
1926 - Orfeão da Covilhã dá o 1º. concerto
1940 - Fim das barreiras (portagens) na Covilhã
1953 - Constituído o Núcleo da Covilhã do Clube de Montanhismo
1958 - Criado o Conservatório Regional de Música
1958 - Inaugurado o actual edifício da Câmara Municipal da Covilhã
1970 - 1º Centenário da cidade. Deu-se início ao concurso de Piano "Cidade da Covilhã"
1973 - Foi criado o Instituto Politécnico da Covilhã
1978 - Foi instaurado o Feriado Municipal - 20 de Outubro
1986 - Foi instituída a UBI - Universidade da Beira Interior
1988 - Tiveram lugar na Covilhã as comemorações do dia "10 de Junho - Dia de Portugal, de Camões e das comunidades", com a presença do Presidente da República, Mário Soares.
 

Video elaborado por José Pereira Santos in
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publicado por Paulo Jesus às 17:44

Foi uma agradável surpresa ao pesquisar sobre o brasão da Covilhã ter encontrado esta instrutiva e detalhada página com a belissima música da Amália que nos é dedicada e que todos os Covilhanenses deviam saber cantar. Felicitações.
Celeste Raposo a 1 de Dezembro de 2009 às 13:42

Gostei de ver as capelas que nunca tinha visto.








Obrigado!
porca a 17 de Outubro de 2015 às 16:18

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