"COVILHÃ, CIDADE FÁBRICA, CIDADE GRANJA"

Fevereiro 22 2010

No dia 16 de Outubro de 1873, foi inaugurado o monumento ao qual foi dado o nome de “Palmatória” para comemorar a data de abertura da Estrada Nacional nº 230 que liga a cidade da Covilhã à cidade de Coimbra.

Estiveram presentes no acto inaugural o Sr. Presidente da Câmara Municipal da Covilhã, Francisco Joaquim da Silva Campos Melo (Visconde da Coriscada), o Ministro das Obras Públicas (Conselheiro António Cardoso Avelino), o Par do Reino Manuel Vaz Preto e o Deputado Pelo Círculo da Covilhã, Manuel Pinheiro Chagas.

Nos meados do século XIX, mais precisamente a 13 de Novembro de 1842, nascia em Lisboa um dos maiores polígrafos da Língua Portuguesa, Manuel Joaquim Pinheiro Chagas.

Autor polígrafo, escreveu sobre muitos assuntos: romances, poesia, crítica, memórias, monografias, artigos políticos e literários, crónicas, folhetins, dramas e comédias.

Jornalista de largos méritos colaborou, no Diário da Manhã, Gazeta Portugal, Correio da Manhã, Jornal Revolução de Setembro, Primeiro de Janeiro, Revista Contemporânea, Jornal do Comércio, Ilustração Portuguesa, Monitor Português, Diário Popular, Diário Ilustrado, Gazeta do Povo, etc., e teve lugar de relevo na política.

Como militante do Partido Regenerador, foi eleito deputado pelo círculo da Covilhã, em 1871, e reeleito sucessivamente até 1892.

A sua eloquência subjugava o auditório, como sucedeu quando se apreciaram as acusações sobre a escravatura nas Colónias Portuguesas.

A sua vida estava cheia de constantes êxitos: Deputado, Ministro da Marinha e Membro do Conselho da Coroa, Par do Reino, Secretário-Geral da Academia de Ciências, Vogal do Conselho Superior de Instrução Pública, Presidente do crédito Predial, Presidente da Extinta Associação de Homens e Letras dos Jornalistas de Lisboa, etc.

Recebeu várias distinções como a Grã-Cruz da Ordem de Sant’Iago, Grã-Cruz da Ordem de Carlos III de Espanha e de Leoplado da Bélgica e ainda o Grau de Grande Oficial de Legião de Honra de França.

Esta é uma figura portuguesa de que a cidade da Covilhã muito se orgulha de ter sido como seu representante no Parlamento.

Foi promotor da construção da Estrada Nacional nº 230 com ligação da Covilhã a Coimbra, com grande importância para a época e para os dias de hoje, abrangendo quase todo o Concelho da cidade da Covilhã.

In História da Freguesia de São Martinho da Covilhã, António Garcia Borges

 

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publicado por Paulo Jesus às 22:46

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