"COVILHÃ, CIDADE FÁBRICA, CIDADE GRANJA"

Fevereiro 22 2010

BAIRRO DO RODRIGO

 

No ano de 1947 foi celebrado um contrato para a construção de um bairro operário a sul da Rua e Travessa do Rodrigo, com habitações económicas destinadas a trabalhadores da indústria de lanifícios.

Este, foi construído com base num acordo estre a Caixa Sindical e Previdência do Pessoal da Industria de Lanifícios, e a Câmara Municipal da Covilhã, que comparticipou a obra, juntamente com um subsídio financeiro atribuído pela Federação Nacional dos Industriais de Lanifícios. Previa-se a construção de um bairro com 100 habitações, sendo metade de tipo A e metade de tipo B.

Competia à Câmara Municipal da Covilhã, a construção, junto a este bairro, de um edifício escolar com 8 salas, bem como das infra-estruturas de arruamentos, água, luz e esgotos.

Em 1948 procedeu-se à compra do terreno, para a construção deste bairro destinado às classes menos abastadas, e que pertencia aos proprietários António Pessoa de Amorim Morão e sus esposa, Berta de Castro Melo Pessoa de Amorim Morão, pela quantia de 460.000 escudos; a Rafael Pessoa de Amorim Morão e esposa Maria helena celeste Forjaz Pereira de Sampaio Guerra e Sá Morão, pela quantia de 40.500 escudos e a Maria da Natividade Trigueiros Frazão, pela quantia de 50.000 escudos.

Em 1949 foi adjudicada, a João da Costa Riscado, a empreitada da Construção de mais 50 moradias do tipo B, junto das 100 já implantadas.

No ano de 1950 foi celebrado o contrato da urbanização do bairro a João da Costa Riscado, pelo valor de 693.084 escudos.

Em 1951 foi adquirida uma parcela de terreno a Capitolina Alçada e outros, para a construção de mais casas para operários e foi celebrado o contrato de empreitada da construção de mais casas para operários e foi celebrado o contrato de empreitada da construção de 26 moradias, adjudicadas a João Costa Riscado, pelo valor de 1.337.500 escudos.

Nesse mesmo ano foi assinado o auto de entrega das casas do Bairro do Rodrigo, constituído por 100 moradias, num total de 24 prédios de 2, 4, 6 e 8 habitações cada; tendo sido edificado em regime de empreitada, pela Câmara Municipal da Covilhã, Caixa Sindical de Previdência do Pessoal da Indústria de Lanifícios, com a Comparticipação da Federação Nacional dos Industriais de Lanifícios, de acordo com contrato celebrado em 1947.

No ano de 1952, a Câmara Municipal da Covilhã procedeu à aquisição de terrenos anexos para a construção de mais casas de renda económica.

Nos finais de Fevereiro de 1953, a Câmara Municipal da Covilhã procedeu à distribuição de 26 novas habitações.

Após a construção do bairro foram atribuídos os seguintes topónimos; às várias ruas para Rua Fernando Henrique da Cruz; Rua Francisco Rodrigues Taborda; Gregório Baltazar; João Batista Roseta; João Mendes Alçada de Paiva e Joaquim Pereira e Espiga.

A zona do Rodrigo ainda é composta por outras ruas, designadamente: Rua do Rodrigo; Rua Grupo de Instrução e Recreio; Travessa do Rodrigo; Rua da Tapada; Calçada das Poldras; Rua Mateus Fernandes e Rua Ferreira de Castro.

 

In “BAIRROS DA COVILHÔ de António Garcia Borges

 

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Ano de 1953 - Construção do Bairro do Rodrigo.

O Bairro do Rodrigo foi construído nos finais da década de 40, só para operários da indústria de lanifícios. Foram impulsionadoras a Caixa Sindical de Previdência e a F.N.I.L. (Federação Nacional dos Industriais de Lanifícios).

 

 
 

IGREJA DE SANTO ANTÓNIO

 

A Capela de Santo António está situada no Bairro do Rodrigo. Foi inaugurada no ano de 1954. É composta por um só altar.

O Altar-mor tem, colocada na parede, uma Imagem de Nosso Senhor Jesus Cristo Ressuscitado; nos lados estão colocados dois painéis pintados em madeira, um com a Imagem da Santa Luzia e o outro com a de Santa Marinha.

À direita do Sacrário encontra-se colocada, numa coluna esculpida em pedra, a Imagem de Santo António, Orago da mesma capela.

Na nave, estão duas colunas, de cada lado, trabalhadas em madeira, com pintura dourada estilo Rococó, a do lado direito com a Imagem de Nossa Senhora de Fátima, e a do lado esquerdo com a do Sagrado Coração de Jesus.

Em 29 de Abril de 1988, começou a pensar-se em melhoramentos da capela, passado algum tempo, começou a ser construído um salão polivalente, no lado esquerdo que é utilizado para sacristia, catequese e casa mortuária, tendo sido inaugurado em 9 de Abril de 1991.

Passados alguns anos teve um novo melhoramento, tendo sido construído um alpendre fechado na porta principal, servindo para resguardar do vento e do frio.

É de referir que os dois painéis que se encontram no Altar-mor, as duas colunas que se encontram na nave, a porta principal em pedra e o campanário, fizeram parta da antiga Igreja de Santa Marinha.

 

In “BAIRROS DA COVILHÔ de António Garcia Borges

 

 

GRUPO DE INSTRUÇÃO E RECREIO

 

Esta Associação Cultural e Recreativa foi fundada no dia 2 de Abril de 1921. Foram fundadores José António Lopes (também conhecido por José Anastácio) juntamente com mais cindo companheiros: Bernardo dos Santos, Joaquim Brásia, Álvaro Mineiro, Mário Paiva e João Lemos. Todos homens de grande valor, com intuitos culturais e sociais cujos objetivos eram instruir e recriar, que de entre as suas múltiplas iniciativas, destaca-se o combate ao analfabetismo e a criação de uma lutuosa.

O G.I.R. teve origem na taberna de José António Lopes. A Direção, então formada, era integrada pelos seguintes membros, José António Lopes, Presidente; José Albino, Primeiro Secretário; António Quintela, Tesoureiro e Alfredo Fonseca, Vogal. Foi escolhido como colaborador Alfredo S. Romano.

Nasceu, então, a primeira escola primária do Rodrigo, fundada por José António Lopes, que após o seu horário de trabalho dava atenção a este grupo que administrava.

As aulas, que eram noturnas, eram frequentadas por adultos associados, tendo sido, os primeiros professores, José António Lopes, Armando Afonso, António Quintela e Belmiro da Fonseca.

O número de sócios foi aumentando, o que tornou necessário arrendar uma casa da Rua Mateus Fernandes onde se manteve por poucos meses. Passado algum tempo, foi arrendada a casa com o nome “Zé da antónia”, situada na mesma zona e, pouco depois, passou para a casa intitulada “Francisco Gigante”, onde se manteve vários anos.

Neste último edifício foi criada uma escola para crianças, que tinha como professora D. Adelaide, de apelido “Cabeças”, e depois a D. Rosa Fazenda. Eram aí lecionadas aulas diurnas para os filhos dos associados.

Devido à aderência da população instalaram-se na casa dos herdeiros “Francisco Dias Freira”, que era um local mais amplo e, nessa altura, formou-se uma comissão administrativa da qual faziam parte: Francisco Coelho, António da Cruz Fazenda, José Jacinto Proença, Alexandrino Vaz e Manuel dos Santos Tavares.

O G.I.R. sofreu um impulso dando maior amplitude ao ensino e organizou uma escola com todo o material didático. Esta escola foi inaugurada pelo Presidente da Câmara Municipal da Covilhã, Dr. José de Almeida Eusébio, no ano de 1928.

Em 1931, o Governo reconheceu o mérito e a utilidade pública desta escola, tendo nomeado, para ela, uma professora oficial, D Adelina Aguiar Pais, que lecionou com a maior competência durante anos até à extinção da escola, que ocorreu quando se construíram as escolas primárias do Bairro do Rodrigo.

Nos anos 30 foi adquirido um terreno para construção da sede própria. O associado Sr. António Fael emprestou a sua camioneta para se fazer o desaterro necessário à implantação do edifício. Os restantes associados também ajudaram, carregando as pedras nos seus carros de bois. Para o efeito e segundo se consta foi necessário o associado Sr. António Quintela empenhar o seu ouro, na Caixa Geral de Depósitos, para a compra da telha…

Em 1942 foi fundada a lutuosa, que tinha como objetivo pagar os funerais, a todos os associados e familiares /esposas e filhos). O G.I.R. pagava os funerais dos sócios falecidos, porque não existia então um regime de Segurança Social que assumisse esse encargo. A lutuosa era constituída por um grupo de sócios que acompanhava os funerais, levando a urna na carreta e empunhando o respetivo estandarte. A sua existência foi curta, tendo terminado, no ano de 1949, com o surgimento das casas funerárias. O subsídio, que era inicialmente de 500$00 passou, mais tarde, a ser de 1.000$00. Com a formação das Caixas de Previdência, este subsídio foi extinto.

Na década de 40 o G.I.R. promoveu um ciclo de conferências, onde o Prof. António Esteves Lopes, o Engº Ernesto Melo e Castro, o publicista Mário Quintela, o escritor Ferreira de Costa, o Dr. Aristides Vaz de Barros, José Bernardo Gíria e Francisco Teixeira David, entre outros, proferiram algumas palestras. O G.I.R. publicou parte destas conferências em livros, que se tornaram muito raros.

No ano de 1954 criou o Rancho Folclórico, constituído só por adultos.

O terceiro piso foi construído e inaugurado no ano de 1961 e, nesse mesmo ano, é editado um jornal com o título de “!Boletim do Grupo Instrução e Recreio”.

A Direção tomou a iniciativa de realizar, no ano de 1966, os Primeiros Jogos Florais da Covilhã, que foram coroados do maios êxito. Nos anos seguintes promoveu os II e III, Jogos Florais, que alcançaram ainda maior êxito.

A Câmara Municipal da Covilhã, por altura do seu centenário de elevação a cidade, propôs-se a levar novamente estes jogos a efeito, o que não se verificou. Desde então nunca mais se realizaram.

Na década de 70, a iniciativa do G.I.G., a par da criação de escolas, que tinham como primeiro objetivo instruir, criou um grupo de teatro, tendo este realizado várias representações.

Nos anos de 80 foi criada a secção de desporto que desenvolveu as seguintes modalidades: Torneio de Malha, Bilhar, Xadrez e Damas. Desta última modalidade saíram vencedores no Torneio da Covifeira no ano de 1990. No ano, de 1992 participou nas Marchas Populares da Covilhã tendo ficado classificado em 1º lugar.

A 20 de Outubro de 1990, a Câmara Municipal da Covilhã deliberou agraciar esta Associação Cultural e Desportiva com a Medalha de Prata. Também a Câmara Municipal deliberou dar um topónimo a uma Transversal da Rua do Rodrigo, sendo este, Rua Grupo Instrução e Recreio.

 

In “BAIRROS DA COVILHÔ de António Garcia Borges

 

 

CENTRO CULTURAL E DESPORTIVO DO RODRIGO

 

Esta associação desportiva e cultural foi fundada a 2 de Setembro de 1952, com o nome de “Centro de Recreio Popular do Bairro do Rodrigo”. Não tinha sede, pelo que se instalou no edifício do Grupo de Instrução e Recreio, mediante acordo celebrado entre as duas coletividades.

A fundação desta associação deveu-se ao facto de o Grupo de Instrução e recreio não estar filiado na antiga FNAT /Fundação Nacional para Alegria no Trabalho) e, por isso, estar impedido de participar nas atividades desportivas e culturais promovidas por aquela Fundação, que, eram reservadas apenas aos CDC. Foi, então criada esta nova associação para permitir que, através dela, os associados do GIR pudessem participar nas atividades da FNAT, já que os associados seriam comuns às duas coletividades.

Desde o seu início teve como modalidades desportivas o futebol, o atletismo, o voleibol e o andebol. Foi na mesma época criado um Rancho Folclórico.

No ano de 1965, a Direção resolveu tornar-se independente do Grupo de Instrução e Recreio, instalando-se em sede própria, na Rua Mateus Fernandes, nº 57.

No ano de 1975 começou a denominar-se Centro Popular dos Trabalhadores do Rodrigo. Em 1984 voltou a mudar de nome e passou a designar-se Centro Cultural e Desportivo do Rodrigo.

Introduziu a modalidade de xadrez, tendo sido campeão nacional de 2001 a 2003.

Em Junho de 2008, o Centro Cultural e Desportivo do Rodrigo adquiriu uma nova sede composta por um ringue desportivo. Situa-se no Bairro do Rodrigo, junto à Rua da Corredoura.

In “BAIRROS DA COVILHÔ de António Garcia Borges

 

 

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BAIRRO DA ESTAÇÃO

 

No dia 26 de Maio de 1950 foi deita a escritura de compra de três propriedades e parte de outra junto à estação do caminho-de-ferro e da cadeia desta cidade, pela quantia de 720.000 escudos como consta do livro de Atas nº 17 da Câmara Municipal da Covilhã, à família Santos Viegas de Seabra, representada por Aldegundes Maria Pinto Mesquita; como segundo outorgante estavam presentes: Anthero Frederico de Seabra e sua esposa Maria Augusta dos Santos Viegas de Seabra e Maria Hermínia dos Santos Viegas de Seabra representada pela Aldegundes Maria Pinto Mesquita. Como terceiro outorgante: Dr. Carlos Coelho, Presidente da Câmara Municipal da Covilhã.

Estas propriedades encontravam-se descritas na Conservatória do Registo Predial da Comarca da Covilhã, sob o nº 28362 e inscritos na matriz rústica da freguesia de Santa Maria Maior, sob o nº 436 denominadas «chindeiras». As restantes propriedades tinham número 759 inscrito na matriz rústica da freguesia de Santa Maria Maior sob. o nº 492 e o último terreno também se encontrava descrito na referida conservatória sob o nº 23496, inscrito na matriz rústica da freguesia de Santa Maria Maior sob o nº 434.

A Câmara Municipal da Covilhã vendeu, ao Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, 30 lotes de terreno no local da estação de caminho-de-ferro da Covilhã, por 806.058 escudos, onde foi implementado o bairro social de rendas económicas, para alojar famílias operárias.

Construído em três fases de construção bastante distintas entre si:

A 1ª fase de construção inicia-se em 1955, um quarteirão fechado de 15 lotes com logradouro no interior composto por 83 fogos e 8 lojas; O bairro caracteriza-se por blocos de habitação coletiva de três a quatro pisos e apresentam 7 tipologias diferentes.

A 2ª fase inicia-se em 1961 e caracteriza-se por blocos de habitação coletiva isolados; inicialmente estava prevista a construção de 11 blocos, tendo sido apenas construídos 6.

A 3ª fase construída no ano de 1963, em 2 blocos isolados, com uma altura de 4 andares.

 

In “BAIRROS DA COVILHÔ de António Garcia Borges

 
 

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TRIBUNAL JUDICIAL DA COMARCA DA COVILHÃ – CASA DOS MAGISTRADOS

 

No dia 13 de fevereiro de 1950 foi feita a escritura de compra e venda de uma casa e de uma propriedade rústica no sítio da estação de caminho-de-ferro desta cidade, a Beatriz Augusta Leal dos Santos Gascão Nunes, pela quantia de 850.000 escudos – consta no livro de Atas número 16 da Câmara Municipal da Covilhã.

Estes prédios encontravam-se descritos na Conservatória do Registo Predial da Comarca da Covilhã, sob o número 9826, livro b. 28 e 22.279 livro b. 59.

O Tribunal Judicial da Comarca da Covilhã e a residência dos magistrados foram inaugurados no ano de 1957, tendo sido construído em pedra da região e é um dos edifícios mais emblemáticos da cidade. Dispõe de uma sala de audiências com um grande painel de azulejos representando a justiça e de uma secção central que dá apoio à secção do 1º Juiz, do 2º Juiz e do 3º Juiz, Serviços do Ministério Público, Conservatória do Registo Civil e Arquivos.

Junto a este edifício foi construído um outro, em pedra da região, para residência dos Magistrados.

 

In “BAIRROS DA COVILHÔ de António Garcia Borges

 

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URBANIZAÇÃO NA ZONA DO CENTRO COMERCIAL DA ESTAÇÃO

 

No dia 7 de Março de 1977 foi feita a escritura da venda de um lote de terreno, pela quantia de 350.000 escudos. À Câmara Municipal da Covilhã, para construção urbana, sito no Bairro da Estação, na zona do bloco estrela, com a área de 297 m2, onde foram construídos vários blocos habitacionais e o Centro Comercial da Estação, a Pedro Francisco Pereira Baptista, sua esposa Fernanda Pinto André Mendes Baptista; António Augusto de Ascensão casado com Olga Fernanda de Oliveira Marques; António José Castela, José Carlos Adonis Gomes de Almeida; Manuel Duarte da Costa; José Tomás Amaral; José Carlos Cavaca Gouveia; Carlos Alberto da Silva Gomes e Joaquim dos Santos Belo.

Atualmente a urbanização do Bairro da Estação tem os seguintes topónimos: Rua Conde da Ericeira; Rua da Misericórdia; Rua Arquiteto Calais; Rua João Alves da Silva (antiga Rua Heróis de Dadrá); Rua D. Sancho I; Avenida 25 de Abril (antiga Avenida de Salazar); Largo Francisco Sá Carneiro; Praceta Dr. Duarte Simões; Rua Zeca Afonso; Rua Mateus Fernandes; Rua de Acesso à Estação; Avenida Europa; Rua Irmãos Bonina; Rua António Lopes e Avenida Rio de Janeiro.

 

In “BAIRROS DA COVILHÔ de António Garcia Borges

 

 

ESTABELECIMENTO – PRISIONAL REGIONAL DA COMARCA DA COVILHÃ

 

No ano de 1949 a Câmara Municipal da Covilhã expropriou, a Barbara de Jesus Gigante, um terreno sito na Rua Conde da Ericeira ou Cruz da Rata, freguesia de São Pedro, Concelho da Covilhã, composto de uma casa com rés-do-chão e primeiro andar, com superfície de dez mil e cinquenta metros quadrados e logradouro com a área de dois mil cento e cinquenta metros quadrados, inscrito na matriz predial sob o artigo no 323 da freguesia de São Pedro, com o valor tributável de vinte e três mil oitocentos e quarenta e dois escudos e quarenta e cinco centavos.

Esse terreno foi destinado à construção do Estabelecimento Prisional Regional da Comarca da Covilhã que se efetuou na década de 1950.

Foi construído na década de 1950

O edifício tem a forma geométrica de um octógono, e arquitetura do Estado Novo.

É um belo edifício, com dois pisos e de grande dimensão rodeado por um muro a toda a volta e é propriedade da Câmara Municipal da Covilhã.

 

In “BAIRROS DA COVILHÔ de António Garcia Borges

 

 

ACONDICIONAMENTO TÊXTIL

 

A construção do Acondicionamento Têxtil foi adjudicada, em 1950, por um concurso à empresa Construtora Abrantina Lda. pela quantia de três milhões novecentos e trinta e seis mil e trezentos e sessenta e sete escudos, de acordo com o projeto da autoria do arquiteto Rodrigues Lima, tendo o custo final da obra e equipamentos ultrapassado os vinte e cinco mil contos, valores provenientes na integra dos fundos da Federação Nacional dos Industriais de Lanifícios «F.N.I.L.».

No dia 25 de janeiro de 1950, a Câmara Municipal da Covilhã celebrou a escritura de venda de uma parcela de terreno no sítio da cadeia, freguesia de Santa Maria Maior a José Laureano de Moura e Sousa e seu representante, membro da direção da Federação Nacional dos Industriais dos Lanifícios.

Este equipamento de natureza técnica tinha, por finalidade o controlo de qualidade de todos os produtos e matérias-primas relacionadas com a indústria de Lanifícios.

A 28 de junho de 1952 foi inaugurado o edifício do Acondicionamento e Laboratório Têxtil da Covilhã.

Em 1982, o imóvel foi encerrado.

 

In “BAIRROS DA COVILHÔ de António Garcia Borges

 

 

ESCOLA SECUNDÁRIA FREI HEITOR PINTO

 

O Liceu Municipal da Covilhã foi criado por publicação do Decreto-Lei nº 23.685, de 21 de Março de 1934, que contém apenas dois artigos de seguinte teor: “art. 1º - é criado na cidade da Covilhã um liceu municipal, de frequência mista, que deverá funcionar a partir do ano letivo de 1934/1935 e será regido pelas disposições do Estatuto do Ensino Secundário, aprovado pelo Decreto com força de lei nº 20.741, de 18 de dezembro de 1931, e dos decretos com força de lei nºs. 21660 e 21706 e respetivamente de 3 de junho e de 17 de setembro 1932 art. 2º - é revogado o Decreto nº 20.930, de 20 de fevereiro de 1932”.

A Comissão Administrativa da Câmara Municipal da Covilhã apresentou ao Governo a proposta para construção de um edifício expressamente destinado a liceu, independentemente da Escola Industrial Campos Mello, para poder começar a funcionar em Outubro de 1934.

Estava dado o primeiro passo para a satisfação dos covilhanenses a nível escolar. Havia porém, muitas contrariedades quanto à escolha do patrono do liceu, uma vez que o carisma intelectual e de patriotismo de Frei Heitor Pinto se coadunava perfeitamente com o título desejado. “A Comissão Municipal, presidida pelo Dr. Almeida Garrett atendendo ao Cedreto nº 21706, tem a faculdade de prestar homenagem a uma personalidade local que se tenha distinguido pelos seus serviços à Pátria e ao Município”. A 7 de agosto de 1934, no Decreto-lei nº 24312, é atribuída a designação do liceu Heitor Pinto àquela escola e no primeiro ano matricularam-se 182 alunos, de ambos os sexos, sob a lecionação de seis professores incluindo o Reitor.

O edifício do Liceu Heitor Pinto funcionou na Rua dos Combatentes da Grande Guerra até ao ano de 1968, passando depois a funcionar na Avenida Salazar, hoje 25 de Abril, em novos edifícios com diversos pavilhões construídos de raiz.

No dia 21 de março de 1970 o Liceu Nacional da Covilhã foi inaugurado por Sua Exª. O Presidente da República Almirante Américo da Deus Rodrigues Tomás.

Em 1974 passou a designar-se a Escola Frei Heitor Pinto.

 

Cronologia dos Reitores e Presidentes

 

Reitores

Dr. Manuel Rabaça – 1934-1936

Dr. Feliciano Ramos – 1937-1938

Dr. Paulo Sousa – 1938-1939

Dr. Joaquim Vasco – 1939-1950

Dr. João Fonseca Silva – 1950-1954

Dr. Alfredo Antunes dos Santos – 1954-1959

Dr. José Abrantes da Cunha – 1959-1967

Dr. Domingos Rijo – 1967-1974

 

Conselho Diretivo da Escola Secundária Frei Heitor Pinto

Drª Vitoria Campos – 1974-1975

Dr. Luís Canas Ferreira – 1975-1978

Drª Leonor Abreu – 1978-1980

Dr. Fernando Panarra – 1980-1984

Dr. Luís Alberto Amoreira – 1984-1986

Dr. Fernando Panarra – 1986-1991

 

Conselho Executivo

Dr. Aníbal José Trindade J. Mendes – 1991-1993

Drª Maria Cabral Nogueira – 1993-1994

Drª Fernanda da Costa – 1994-1997

Dr. José Manuel Gonçalves Rodrigues – 1997-2002

Dr. Aníbal José Trindade J. Mendes – 2002-2009

 

In História da Freguesia de São Pedro da Covilhã, de António Garcia Borges

In “BAIRROS DA COVILHÔ de António Garcia Borges

 

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Video elaborado por José Pereira Santos in
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publicado por Paulo Jesus às 23:53

O nome do Reitor entre 1967 e 1974 é Dr Domingos Rijo, professor de Matemática.
Maria Bernardo a 3 de Março de 2016 às 21:32

Muito Boa Tarde Maria Bernardo

Agradeço a sua informação referente ao nome do Dr Domingos Rijo, que
prontamente efetuei a devida correção.

Obrigado

Cumprimentos

Paulo Jesus
Paulo Jesus a 11 de Março de 2016 às 16:04

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