"COVILHÃ, CIDADE FÁBRICA, CIDADE GRANJA"

Abril 12 2010
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BAIRRO MUNICIPAL
 

O Bairro Municipal fica situado a Norte da Covilhã, paralelamente à Estrada do Sineiro e à Ribeira da Carpinteira, numa encosta ingreme que, no passado, era ocupada por uma densa mata de eucaliptos e pinheiros, onde se realizava, semanalmente, o mercado dos porcos, no século XIX até aos anos 20 do século XX.

As florestas eram propriedade da Câmara Municipal da Covilhã e da família Campos Melo.

A sua construção começou no ano de 1925, com moradias de quatro tipos de classes A, B, C e D, de acordo com o número de quartos. Foi o primeiro bairro social a ser construído na Covilhã e os terrenos foram vendidos, por parcelas, a particulares. Os arruamentos foram feitos pelos operários da Indústria de Lanifícios tendo em conta que, na época, existia uma crise de emprego e a Câmara Municipal tentou resolver o problema dando emprego provisório a uma grande parte da população.

Foi necessária a construção de muros de suporte para todas as residências e respectivos arruamentos, devido ao declive do terreno. As ruas, após o acabamento das obras, ficaram designadas com os números 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8, mas na década de 50, do século XX, a Câmara Municipal mandou calcetar todas as ruas e, passado algum tempo, foi-lhes atribuído os seguintes topónimos: Rua Dr. Alberto Rato; Rua Afonso Domingues; Rua Cidade de Cáceres; Travessa de São Sebastião; Rua José Caetano Júnior; Avenida de Santarém; Rua Dom José Valério da Cruz e Rua Dr. António Plácido da Costa.

No dia 9 de Abril de 1959 foi celebrada a escritura da venda do Pinhal do Gaiteiro, propriedade da família Campos Mello, com a área de 38.497,25 m2, à Câmara Municipal da Covilhã, pela quantia de 31.452 escudos.

Anos mais tarde, o Município Covilhanense dividiu a propriedade em lotes de terreno que vendeu a particulares para construção de moradias.

O Bairro Municipal ficou a contar com mais uma rua: Rua Pinhal do Gaiteiro.

In Bairros da Covilhã de António Garcia Borges
 
 
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GRUPO EDUCAÇÃO E RECREIO CAMPOS MELO

 

No dia 7 de Março de 1941 é fundado o Grupo de Educação e Recreio e, poucos dias depois, no dia 12 de Março é solicitado ao senhor Inspetor Escolar a instalação de uma Escola Primária. Nesse mesmo ano, no mês de Junho são aprovados os estatutos pelo Governo Civil e em Julho é realizada a primeira Assembleia Geral para a eleição dos primeiros Corpos Dirigentes.

Com o passar dos tempos, novas necessidades foram surgindo, sendo criada a Escola de Música desta associação.

Em 1943 a família Campos Melo ofereceu o terreno para a construção da sede desta associação e ainda uma verba de vinte contos. Fruto desta generosa contribuição, em Assembleia Geral foi aprovado o acrescento do nome desta família ao nome do Grupo, tendo, até hoje, permanecido como Grupo de Educação e Recreio Campos Melo.

No ano de 1944 foi criado institucionalmente o subsídio de funeral, medida sem precedentes em Coletividades e, pouco tempo depois, em 1947 é aberta na sede uma barbearia para servir associados e habitantes do bairro.

Em 1948 foi criado, a nível social, outro subsídio que tinha como finalidade custear despesas de deslocação a médicos noutras cidades para os associados e suas famílias.

Já em 1954 é formado o Rancho Folclórico e dois anos mais tarde são completadas as obras da sede e dá-se a respetiva inauguração.

O Grupo Educação e Recreio Campos Melo, em 1962, edita um boletim mensal onde dá a conhecer aos associados tudo o que se passa na coletividade e no movimento associativo em geral. Foi, igualmente neste ano, criado outro subsídio de solidariedade chamado “Natal do Doente”, que consistia em distribuir, pelos associados mais carenciados, cabazes de géneros alimentares para, naquela quadra, minimizarem as dificuldades dos mesmos.

Em 1967 o Grupo de Teatro da Coletividade, com grande relevo em todo o concelho, participou no concurso, a nível nacional, de Arte Dramática, organizado pelo Secretariado Nacional de Informação e a cujo júri pertenceu o ator Ruy de Carvalho, sendo premiados com uma menção honrosa.

Foi palco da visita do notável escritor Ferreira de Castro, em 1968, com a finalidade de inaugurar a biblioteca, que, no ano de 1959, data da sua criação, já tinha o seu nome e nesse mesmo ano foi indigitado ao Prémio Nobel da Literatura. Foi um ano de várias atividades, nomeadamente um concerto de canções de intervenção dado, pelo conhecido Padre Fanhais e conferencias, sobre Camões, com o conferencista Reis Brasil.

Em 1978 os Corpos Dirigentes adquiriram um terreno nas traseiras da coletividade para a construção de um polidesportivo. Nos jogos tradicionais, datados de 1980, é realizado pela primeira vez o Torneio de Malhas que depois nos anos seguintes teve proporções nacionais com participação de 400 jogadores.

Mais tarde, surgem duas novas atividades, a Dança Jazz, com a participação de 40 jovens de ambos os sexos e o agrupamento de música popular Covimúsica, que levou a música popular, e da região, a diferentes pontos do País.

Em 1985 o Grupo de Teatro estende as suas atuações além fronteiras e dois anos mais tarde são iniciadas as obras do Polidesportivo. É de referir que as diversas atividades desportivas, que ao longo destes anos tiveram grande incremento, culminaram com o futsal em grande realce, vencendo todos os Torneios realizados nos distritos da Guarda e Castelo Branco.

No ano de 1990, ano da realização das primeiras Marchas Populares do Concelho da Covilhã, o Grupo Educação e Recreio Campos Melo não deixou de marcar presença, conquistando um meritório 1º lugar.

Já em 1991, a Escola Primária existente no interior das instalações da sua sede desde 1941, continua a ter grande utilidade para as crianças do Bairro Municipal e Bairro da Biquinha. Este foi o ano da comemoração dos 50 anos de existência deste grupo e cujo programa foi de Março a 31 de Dezembro, sendo um programa vasto de cultura, desporto e entretenimento, contando com diversas personalidades, como Alçada Batista, Vitorino de Almeida, Carlos Pinto, entre outros.

Ainda neste ano, o Governo, por intermédio do Ministério da Cultura, tendo como Ministro Roberto Carneiro, agracia esta associação com a medalha de mérito Desportivo, pelos bons serviços prestado ao desporto, às camadas jovens e à cultura, com referência às escolas existentes na Coletividade e que tem sido um bem essencial para a população.

A inauguração do Polidesportivo é realizada a 14 de Novembro, obra de grande envergadura e só possível pela tenacidade dos Dirigentes e Associados. Nesta ocasião esteve presente o Delegado do INDESP – Mirandela da Costa, o Presidente da Câmara Municipal da Covilhã, - Carlos Pinto e o Presidente da Freguesia da Conceição – Carlos Martins.

Em 1994 é criada a secção de Ginástica Mista.

Os noas de 1995 a 2010 são de pura estagnação, com as dificuldades inerentes ao custo de vida. A diminuição de Associados obriga os Corpos Gerentes a mandatos de contenção financeira, não permitindo um desenvolvimento das atividades criadas e não dando igualmente hipóteses à participação noutras atividades para as quais esta Associação é convidada, face aos custos inerentes.

In Bairros da Covilhã de António Garcia Borges
 
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CASA DOS MAGISTRADOS

 

Este edifício, na sua origem, foi destinado a habitação dos Juízes de Fora, designados como Ministros Territoriais.

A data da construção reporta-se à segunda metade do século XVIII. Em estilo Pombalino, com características marcantes da arquitetura da época, a fachada principal é constituída, no rés-do-chão, por arcadas, que funcionavam como armazém de cereais; no segundo piso, são visíveis janelas de sacada e ao centro uma pedra de armas, emoldurada com a coroa do Reino.

A construção é remontada por pilastras de aparelho isódomo.

A sua última utilização deu-se como Registo Predial e Repartição de Finanças.

A cave foi arrendada pela Câmara Municipal à Casa Leão (comércio) para armazém de ferragens.

Este edifício, ímpar na Covilhã, foi totalmente recuperado e transformado em espaço cultural. Foi classificado, pelo Decreto-Lei nº 5, de 19 de Fevereiro de 2002, como Imóvel de Interesse Público.

Em frente a este edifício, no passado, eram julgados os pleitos, pelos juízes e homens bons da avila, num local que fazia parte do adro da Igreja de Santa Maria. Durante as obras de requalificação da zona, foram encontradas, três sepulturas medievais, que se supõe datadas dos Séculos XIII/XIV, integralmente escavadas na rocha com orientação Nascente/Poente, talvez com carácter simbólico, e como forma de recordar a crença popular – “Quando mais perto as sepulturas estivessem das igrejas, mais fácil seria a entrada no Paraíso”.

Numa tão nobre parte da cidade, a presença das sepulturas, depois da requalificação do local, ficou marcada no pavimento através da colocação de cubos de granito de cor diferente da do espaço envolvente.

 

In, História da Freguesia de Santa Maria – Covilhã, António Garcia Borges

 

 
 
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MERCADO MUNICIPAL

Nos fins dos anos 30 do século passado, a Câmara Municipal da Covilhã tinha como preocupação construir um edifício para centralizar os mercados que se realizavam em diversos locais da cidade ao ar livre.

O terreno escolhido, para a construção deste espaço, foi o espaço situado em frente às muralhas entre o Postigo da Barbacã e a Porta de São Vicente, que faz um ângulo reto com a Rua António Augusto de Aguiar e Rua de Olivença. Este terreno foi adquirido por escritura de 10 de Julho de 1940, pelo Município da Covilhã, que era representado pelo seu Presidente Dr. Luís Victor Tavares Baptista (Capitão Médico). A proprietária do terreno era a D. Maria da Natividade Trigueiros Osório (Viscondessa do Sardoal).

Após s sua aquisição, a Câmara Municipal da Covilhã, começou imediatamente com as obras para a construção do Mercado que ficou com três pisos, um terraço a todo o comprimento e um logradouro na entrada principal. Foi também construído, junto a este, um pequeno edifício para os vendedores pagarem os impostos.

O edifício, já concluído, foi inaugurado a 8 de Dezembro de 1943, e abriu seguidamente ao público, ficando ordenado segundo os seguintes produtos: 1º piso – venda de azeitonas, aves e ovos; 2º piso – composto por talhos, lateralmente, e bancas de pão, bolos e queijos ao centro; 3º piso – venda de peixe com a instalação de mesas retangulares laterais e venda de hortaliças, frutas e feijão. No logradouro, vendiam-se no Verão melões e melancias – e era utilizado também para a atuação dos popularmente chamados vendedores da banha da cobra…

Com o desenrolar dos tempos, devido ao sal usado no peixe que ali se vendia, o edifício começou a dar sinais de degradação. Por isso, nos anos 1992/1993, foi construído um novo edifício no logradouro do mercado, onde passou a fazer-se a venda do peixe. Por essa altura, o terraço, que era aberto, foi dotado de uma cobertura, e foram construídas dezenas de lojas para que os vendedores ambulantes pudessem aí vender os produtos do seu comércio, como roupas, calçado, bijutarias, etc.

Atualmente a distribuição efetuada no edifício do mercado é: 1º piso – Loja Ponto já; 2º piso – Silo Auto e Loja Vodafone; 3º piso – venda de frutas, hortaliças, queijos, feijão, pão, bolos, carne entre outros; 4º piso – Empresa Call-Center; no logradouro, continua a fazer-se a venda do peixe.

 

In História da Freguesia de SANTA MARIA - Covilhã, António Garcia Borges

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publicado por Paulo Jesus às 22:48

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