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"COVILHÃ, CIDADE FÁBRICA, CIDADE GRANJA"

Plano de Melhoramentos de 1883 Da autoria do Engº Antunes Navarro - Factos e Figuras da História da Covilhã

Plano de Melhoramentos de 1883

Da autoria do Engº Antunes Navarro

 

Pedroso dos Santos é um dos primeiros presidentes da Câmara Municipal da Covilhã, senão o primeiro, a apresentar uma preocupação efectiva com o ordenamento urbanístico. Ainda vereador, em 1882, propõe a realização de uma série de melhoramentos na cidade. Esta proposta conduziu a elaboração, pelo engenheiro Antunes Navarro, de um projecto denominado de plano de melhoramentos, apresentado em 24 de Janeiro de 1883.

Este plano visava dotar a cidade de novas vias de comunicação e serviços públicos então considerados indispensáveis numa cidade moderna. Entre as novas artérias destacava-se a Rua Nova, uma via paralela à Rua Direita que iria unir o novo mercado, a construir no local da igreja de São Pedro, e o mercado de gados, a construir junto à igreja de São Francisco, a qual foi orçada em 25.500$00 réis. Outra das vias faria a ligação entre a igreja de São Paulo e o Pelourinho.

O Pelourinho continuaria a ser o coração da cidade, no entanto a praça seria remodelada, passaria a apresentar forma rectangular, o novo edifício dos Paços do Concelho ocuparia o lado Sul, enquanto a Este seria construída a escola normal e a biblioteca.

O campo militar, com uma área de 13.523 m2, localizar-se-ia entre o novo cemitério (actual) e o mercado dos gados, sendo composto de quartel e campo de exercícios.

Na área do lazer estava previsto um passeio público contíguo à estrada real nº 55, em São João de Malta, e um parque a construir no morro onde se ergue a capela de São Martinho.

No domínio do saneamento foi prevista a construção de uma nitreira, no local das Forcas, que receberia todo o tipo de resíduos sólidos e líquidos, convertendo-os em adubos agrícolas e de um reservatório de águas, a construir no largo do Castelo, para abastecimento dos fontanários públicos.

A habitação social não foi esquecida e projectou-se um bairro operário, entre a base do campo militar e o mercado de gados.

A penitenciária ficaria próxima do quartel militar e contaria com 50 celas.

Na memória justificativa do plano era referido que as obras não ultrapassariam os recursos do município nem careciam de vida superior a uma geração para serem levadas a efeito, os custos totais rondariam os 300 contos de réis.

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