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"COVILHÃ, CIDADE FÁBRICA, CIDADE GRANJA"

Correios - Factos e Figuras da História da Covilhã

CORREIOS

 

 

No século XVIII, após o terramoto, o correio chegava à Covilhã todos os sábados durante o Verão e aos domingos durante o Inverno. Estafetas levavam o correio para o Fundão e Castelo Branco às sextas-feiras e para a Guarda às segundas-feiras.

 

Na segunda metade do século XIX os serviços de correio e telégrafo, este último instalado em 1860, são transferidos para um novo edifício que mais tarde serviria de sede provisória à Câmara Municipal e em 1958 era transformado em sede da esquadra da P.S.P.

A transferência dos serviços para o novo edifício ficou-se a dever ao grande fluxo de correio que então se verificava. No final do século XIX, recebiam-se e expediam-se anualmente mais de cem mil bilhetes-postais, mais de 40.000 amostras e cerca de 6.000 encomendas. Igualmente digno de interesse é o número de jornais expedidos que atingia os 40.000 exemplares, mais do que aqueles que eram recebidos.

Já durante o Estado-Novo foi dispensada, por parte da tutela, uma atenção especial às estações de correio, elaborando-se projectos-tipo para a sua construção em detrimento das anteriores cedências e arrendamentos.

 

Na Covilhã é com a reorganização da Praça do Pelourinho, cujo plano se deve ao arquitecto João António de Aguiar, que se projecta o novo edifício dos correios. É então escolhido o projecto-tipo nº 3 elaborado por Adelino Alves Nunes, sendo em 1946 reavaliado e ajustado à realidade local de forma a criar uniformidade na Praça em que se implanta. De linhas sóbrias, sobressai no edifício a torre com janelas de sacada, coruchéu piramidal e pináculos de feição seiscentista, criando a necessária simetria com a torre do Teatro-cine.

 

Em 12 de Março de 1950, o edifício é inaugurado com a presença do Ministro das Comunicações, um representante do ministério das Obras Públicas, o Governador Civil, o Presidente da Câmara, o Vice Presidente da União Nacional e o Comandante Militar da Cidade.

Os correios mantiveram-se sediados neste edifício até que em finais dos anos oitenta se construiu o prédio para o qual haviam de transitar e onde ainda hoje se encontram.

 

Carlos Madaleno in Notícias da Covilhã

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