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"COVILHÃ, CIDADE FÁBRICA, CIDADE GRANJA"

FÁBRICAS DA COVILHÃ

Em 1958 Portugal contava já com 465 fábricas de lanifícios, sendo o principal centro industrial na zona da Covilhã. A título de exemplo só na cidade da Covilhã, principal polo industrial de lanifícios do pais, em Dezembro de 1972 e no relatório do Grémio dos Industriais de Lanifícios da Covilhã, havia registadas 99 empresas de lanifícios nesta cidade, que empregavam 6.760 operários, so na cidade, A “Ernesto Cruz & Cª”, actual “Pólo das Ciências Sociais e Humanas da UBI” (Universidade da Beira Interior) era uma das maiores fábricas na altura e empregava 810 trabalhadores. Outra das grandes industrias era a “Lanofrabil”, onde trabalhavam 412 pessoas, e a “Empresa Transformadora de Lãs, Lda.”, actual “Pólo I da UBI”, que empregava 451 operários.

 

Publicidade a algumas fábricas de lanifícios da Covilhã na “Gazeta dos Caminhos de Ferro” de Janeiro 1948.

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Imagens do interior de uma fábrica de lanifícios nos finais dos anos 40 do século XX.

 

 

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CARDAÇÃO

 

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SELFACTINA - (FIAÇÃO DE FIOS CARDADOS GROSSOS)

 

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TEAR DE MAQUINETA

 

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 PENTEAÇÃO

 

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FIAÇÃO

 

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TECELAGEM 

 

 

A Covilhã chegou a ter mais de duzentas empresas. Hoje tem 10 a 15 empresas de lanifícios. Entre 1989 e 1993, encerraram ou paralisaram no concelho da Covilhã 25 empresas, entre as quais algumas das maiores. A “Empresa Transformadora de Lãs, Lda.”, empregadora, ma altura de 176 trabalhadores, a “Lanofabril”, com 270 trabalhadores e a “Ernesto Cruz & Cª”, com 223 trabalhadores, entre outras de menor dimensão, deixaram sem atividade profissional 1.324 trabalhadores.

O industrial, jornalista e político, José de Bastos Rabaça, nomeado em 1969 para presidir à FNIL, após reforma do Dr. Ubach Chaves, revitalizou a pesada estrutura em que se tinha, entretanto, transformado a FNIL, aliviou a burocracia e democratizou a gestão da Federação. Em 1970, um grupo de covilhanenses, à frente dos quais estava Manuel Mesquita Nunes, então Presidente do “Grémio da Covilhã” e que se destacou como grande industrial nos anos 60 do século XX, lançou as bases para a fundação do “Instituto Politécnico da Covilhã”, que se destinou principalmente a formar técnicos e gestores para a indústria têxtil e que veio a dar origem à “UBI – Universidade da Beira Interior”.

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Com o desmantelamento do sistema corperativo em 1974 foi fundada a “Associação Nacional dos Industriais de Lanifícios”, com sede na Covilhã.

 

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Lanofabril, Lda.

Antes de 1974 a indústria de lanifícios na Covilhã empregava milhares de operários. Muitas vezes, famílias inteiras trabalhavam na mesma empresa. As crianças entravam facilmente no mundo do trabalho e, a maioria, logo após a instrução primária, se não fosse antes.

Entre as maiores empresas de lanifícios da Covilhã encontrava-se a "Lanofabril, Lda."

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Videos elaborados por José Pereira Santos in
https://www.facebook.com/Mem%C3%B3rias-da-Covilh%C3%A3-267737363560243/videos

 

PRAÇA DO MUNICÍPIO OU PELOURINHO (1)

 

PRAÇA DO MUNICÍPIO OU PELOURINHO

 

A EVOLUÇÃO DOS PAÇOS DO CONCELHO DA COVILHÃ

 Videos elaborados por José Pereira Santos in
https://www.facebook.com/Mem%C3%B3rias-da-Covilh%C3%A3-267737363560243/videos
 
No lugar da antiga Porta da Vila, a mais importante das cinco portas das muralhas medievais, mandaram os Filipes, em 1614, construir o edifício dos Paços do Concelho, referido na época como “o mais majestoso da vila”. Era um grande e pesado edifício, que albergava, para além dos serviços municipais, a prisão do concelho instalada no rés-do-chão e outros serviços públicos.
Em frente deste edifício abria-se um vasto terreiro, que viria a transformar-se no centro cívico da cidade. Ao centro levantou-se um pelourinho,que consistia numa coluna de pedra, assente sobre uma plataforma de quatro degraus e tendo por capitel uma roca, com fuste oitavado composto por duas pedras. O pelourinho foi derrubado em 9 de Maio de 1863.
Todo este espaço, foi-se pouco a pouco, rodeando de casas e igrejas, adquirindo o estatuto de Praça do Município, vulgo Pelourinho, onde o povo se juntava, na cavaqueira quotidiana, em festanças, em manifestações, procissões, paradas militares, etc. Ali mesmo se fizeram corridas de touros e se realizaram os mercados semanais. Estes deixaram de se realizar ali, a partir de 1944, aquando da inauguração do mercado fechado em S. Vicente.
Das igrejas construídas perto do Pelourinho, permanece a Igreja da Misericórdia, construída no ano a seguir à Restauração, e que tinha em anexo um hospital para pobres.
A Praça do Município, foi antigamente uma praça arborizada, com bancos e no centro teve coreto onde, em dias festivos tocavam as Bandas da cidade. Os edifícios envolventes tinham como característica essencial o estilo renascentista.
Os “ventos do progresso” que levaram a uma profunda remodelação desta praça, começaram a soprar nos anos 40, que culminou com a inauguração, em 12 de Outubro de 1958 do novo edifício da Câmara Municipal, tendo para a sua construção, sido derrubado o antigo edifício filipino. Com toda esta “modernização” do centro da cidade, a decantada Fonte das Três Bicas foi transferida para perto do Jardim Público. Esta fonte foi construída em 1855, de traça barroca, com colunas trabalhadas e frontões triangulares com pilastras.

Do actual edifício dos Paços do Concelho, exemplo da arquitectura do Estado Novo, deve salientar-se o Salão Nobre, com os painéis da autoria do pintor Lino António, representando, quer momentos significativos da história da Covilhã, quer as suas actividades económicas mais importantes. Numa sala contígua, pode também observar-se uma Tapeçaria tipo Portalegre, do professor António Lopes “Covilhã, Cidade Fábrica, Cidade Granja” e que representa vários quadros da vida da Covilhã. No vestíbulo, encontram-se as estátuas de Frei Heitor Pinto e Pêro da Covilhã.

 

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TEATRO CINE DA COVILHÃ

 

O Teatro Cine da Covilhã foi construído no local onde existia a Fonte das Três Bicas e o Teatro Covilhanense. A sua construção iniciou-se por volta do ano de 1940, tendo sido feita a sua inauguração a 31 de Maio de 1945, pela companhia Amélia Rey Colaço/Robles Monteiro.

A arquitetura deste teatro é ao estilo do Estado Novo; o edifício foi mandado construir pela família Pina Bicho. Continua nos nossos dias a ser utilizado para a maior parte dos eventos culturais da Covilhã: Teatro, óperas, Concertos Musicais, concursos internacionais como o de Piano e Cordas, Cinema, Bailados, Exposições, Bailes de Gala, Feiras do Livro, Colecionismo, entre outros.

No mesmo edifício, também estava instalado o Café Montalto, inaugurado na mesma data do Teatro Cine. Este café era o espelho da aperaltada burguesia da cidade da Covilhã, predominantemente composta por industriais e empregados da indústria de lanifícios, e de outras figuras ligadas ao poder e ao dinheiro.

Encontrando-se situado em pleno coração da cidade (Praça do Município), aque eram realizados inúmeros negócios pelos industriais de lanifícios.

Naquela época, este café era o mais amplo e luxuoso que existia na Covilhã e, por isso, a fina flor da cidade, se algum operário ou trabalhador doutras profissões entrasse neste estabelecimento, via isso com maus olhos e até com certo desprezo.

As gentes simples não sentiam À-vontade em aí ir beber um café, devido à maneira como seriam vistos pelos seus patrões e empregador.

Após o 25 de Abril de 1974, a população operária, ao regressar de uma festa que se realizou no Parque Florestal, deu uma volta ao Pelourinho e entrou neste estabelecimento; então, um dos populares subiu para uma mesa e gritou em voz alta; isto é a nossa Bastilha.

Passado algum tempo. O café acabou por encerrar as suas portas. Atualmente o que resta do Café Montalto é a frontaria, o seu interior foi transformado numa agência bancária.

 

In História da Freguesia de São Pedro da Covilhã, de António Garcia Borges

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