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"COVILHÃ, CIDADE FÁBRICA, CIDADE GRANJA"

FOTOS ANTIGAS - CAMINHOS DE FERRO

Inauguração da linha da Beira Baixa

Estação dos Caminhos-de-Ferro

 

Pela lei de 26 de Abril de 1883, o governo foi autorizado a construir o caminho-de-ferro da Beira Baixa; por portaria de 28 de Julho de 1887, foi aprovado o projeto dessa linha férrea que passava num lugar desta cidade chamado “Corredoura”. Esta linha tinha início na cidade de Abrantes e daí ligava à linha do Oeste e do Norte, que terminava na Guarda onde depois se ligava à linha da Beira Alta que fazia ligação com a fronteira de Vilar Formoso.

O primeiro troço desta linha foi até à Covilhã em 6 de Setembro de 1891, dia em que foi inaugurada pelo Rei D. Carlos e pela Rainha D. Amélia.

O comboio chegara às 17h entre vivas e aclamações de entusiasmo dos covilhanenses, a estação estava repleta de gente.

A Câmara Municipal, as autoridades civis e militares e as pessoas mais gradas da cidade, todos estavam presentes.

Os monarcas e todos os seus acompanhantes foram recebidos sumptuosamente no palacete do Refúgio pertencente ao Sr. Cândido Augusto Albuquerque Calheiros, dado que o Sr. Comendador Marcelino Ventura se encontrava muito doente.

Em reconhecimento pela grandiosidade da receção, o Rei concedeu o título de “Conde do Refúgio” so Sr. Augusto Albuquerque Calheiros.

O Sr. Dr. Eduardo Coelho, jornalista, escritor e fundador do jornal Diário de Notícias, fazendo parte da comitiva real, escreveu as seguintes palavras: “Sua Alteza Real visitou a fábrica José Mendes Veiga & Sucessor que emprega 850 pessoas, a de Campos Melo & Irmão que emprega 650, a de Alçada & Mousaco que emprega 400 e a de Sebastião Rato que emprega 300. São estas as quatro fábricas mais importantes da Covilhã.

Na cidade da Covilhã são fabricantes ou operários de lanifícios, o barbeiro, o sapateiro, o chapeleiro, o carpinteiro, o empregado e talvez o magistrado e até alguns padres, poucos dispensam o produto imediato do tear ou do pisão, do tinto ou da tenda. As crianças quase que têm como único brinquedo, em passando dos três anos, o encherem as canelas, esses são os seus bonecos, e não é raro vê-las ao colo das mães a aprender a escolher a lã.

É uma febre endémica local estacionária, filha do país, tendo as suas causas naquele solo, e atacando as pessoas que o visitam.

Em poucas ruas deixará de se encontrar um tear, um tinto, um preparo de corda, uma escolhedora, uma tenda ou oficina de ultimação.

Um escritor português erudito admitiu um céu de veludo azul, pois aqui pode-se dizer sem grande impropriedade, que se respira uma atmosfera de lã, que se como e se bebe lã, que lã é a alegria, e por ser o primeiro centro fabril de Portugal, alguns autores chamavam-lhe “Manchester Lusitana”, e o jornal o Século nº 6123 chama-lhe «Vernier portuguesa».

In História da Freguesia de São Pedro da Covilhã – António Garcia Borges

 

 

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PONTE DO ANAQUIM

 

A ponte do caminho-de-ferro denominada Anaquim, fica situada sobre a Ribeira da Carpinteira no Sítio das Poldras.

Este topónimo advém do facto de ali ter existido a fábrica de lanifícios “Anaquim & Copeiro”.

Esta ponte, lançada entre duas vertentes que ladeiam um curso de água e uma estrada, é composta por dois pilares em pedra de cantaria, com arcos adoçados, e ao centro tem um tabuleiro metálico com barras cruzadas; na parte superior, assentam os carris e as travessas.

A Ponte do Anaquim foi construída no ano de 1893.

In, História da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Covilhã, António Garcia Borges

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PONTE DOS OITO ARCOS

 

A Ponte dos Oito Arcos é uma ponte por onde passa o caminho-de-ferro que liga a Covilhã à Guarda e está localizada sobre o Ribeiro de Flandres. O topónimo deriva da sua arquitetura ser composta por oito arcos adoçados.

O traçado forma uma curva composta por sete pilares em pedra de cantaria da Região da Covilhã (Serra da Estrela), com arcos adoçados onde assentam os carris e as travessas.

Foi construída no ano de 1893, por um empreiteiro de nome Fazenda, natural da Covilhã.

In, História da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Covilhã, António Garcia Borges

 

 

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Video elaborado por José Pereira Santos in
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BAIRRO DO RODRIGO / BAIRRO DA ESTAÇÃO

BAIRRO DO RODRIGO

 

No ano de 1947 foi celebrado um contrato para a construção de um bairro operário a sul da Rua e Travessa do Rodrigo, com habitações económicas destinadas a trabalhadores da indústria de lanifícios.

Este, foi construído com base num acordo estre a Caixa Sindical e Previdência do Pessoal da Industria de Lanifícios, e a Câmara Municipal da Covilhã, que comparticipou a obra, juntamente com um subsídio financeiro atribuído pela Federação Nacional dos Industriais de Lanifícios. Previa-se a construção de um bairro com 100 habitações, sendo metade de tipo A e metade de tipo B.

Competia à Câmara Municipal da Covilhã, a construção, junto a este bairro, de um edifício escolar com 8 salas, bem como das infra-estruturas de arruamentos, água, luz e esgotos.

Em 1948 procedeu-se à compra do terreno, para a construção deste bairro destinado às classes menos abastadas, e que pertencia aos proprietários António Pessoa de Amorim Morão e sus esposa, Berta de Castro Melo Pessoa de Amorim Morão, pela quantia de 460.000 escudos; a Rafael Pessoa de Amorim Morão e esposa Maria helena celeste Forjaz Pereira de Sampaio Guerra e Sá Morão, pela quantia de 40.500 escudos e a Maria da Natividade Trigueiros Frazão, pela quantia de 50.000 escudos.

Em 1949 foi adjudicada, a João da Costa Riscado, a empreitada da Construção de mais 50 moradias do tipo B, junto das 100 já implantadas.

No ano de 1950 foi celebrado o contrato da urbanização do bairro a João da Costa Riscado, pelo valor de 693.084 escudos.

Em 1951 foi adquirida uma parcela de terreno a Capitolina Alçada e outros, para a construção de mais casas para operários e foi celebrado o contrato de empreitada da construção de mais casas para operários e foi celebrado o contrato de empreitada da construção de 26 moradias, adjudicadas a João Costa Riscado, pelo valor de 1.337.500 escudos.

Nesse mesmo ano foi assinado o auto de entrega das casas do Bairro do Rodrigo, constituído por 100 moradias, num total de 24 prédios de 2, 4, 6 e 8 habitações cada; tendo sido edificado em regime de empreitada, pela Câmara Municipal da Covilhã, Caixa Sindical de Previdência do Pessoal da Indústria de Lanifícios, com a Comparticipação da Federação Nacional dos Industriais de Lanifícios, de acordo com contrato celebrado em 1947.

No ano de 1952, a Câmara Municipal da Covilhã procedeu à aquisição de terrenos anexos para a construção de mais casas de renda económica.

Nos finais de Fevereiro de 1953, a Câmara Municipal da Covilhã procedeu à distribuição de 26 novas habitações.

Após a construção do bairro foram atribuídos os seguintes topónimos; às várias ruas para Rua Fernando Henrique da Cruz; Rua Francisco Rodrigues Taborda; Gregório Baltazar; João Batista Roseta; João Mendes Alçada de Paiva e Joaquim Pereira e Espiga.

A zona do Rodrigo ainda é composta por outras ruas, designadamente: Rua do Rodrigo; Rua Grupo de Instrução e Recreio; Travessa do Rodrigo; Rua da Tapada; Calçada das Poldras; Rua Mateus Fernandes e Rua Ferreira de Castro.

 

In “BAIRROS DA COVILHÔ de António Garcia Borges

 

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Ano de 1953 - Construção do Bairro do Rodrigo.

O Bairro do Rodrigo foi construído nos finais da década de 40, só para operários da indústria de lanifícios. Foram impulsionadoras a Caixa Sindical de Previdência e a F.N.I.L. (Federação Nacional dos Industriais de Lanifícios).

 

 
 

IGREJA DE SANTO ANTÓNIO

 

A Capela de Santo António está situada no Bairro do Rodrigo. Foi inaugurada no ano de 1954. É composta por um só altar.

O Altar-mor tem, colocada na parede, uma Imagem de Nosso Senhor Jesus Cristo Ressuscitado; nos lados estão colocados dois painéis pintados em madeira, um com a Imagem da Santa Luzia e o outro com a de Santa Marinha.

À direita do Sacrário encontra-se colocada, numa coluna esculpida em pedra, a Imagem de Santo António, Orago da mesma capela.

Na nave, estão duas colunas, de cada lado, trabalhadas em madeira, com pintura dourada estilo Rococó, a do lado direito com a Imagem de Nossa Senhora de Fátima, e a do lado esquerdo com a do Sagrado Coração de Jesus.

Em 29 de Abril de 1988, começou a pensar-se em melhoramentos da capela, passado algum tempo, começou a ser construído um salão polivalente, no lado esquerdo que é utilizado para sacristia, catequese e casa mortuária, tendo sido inaugurado em 9 de Abril de 1991.

Passados alguns anos teve um novo melhoramento, tendo sido construído um alpendre fechado na porta principal, servindo para resguardar do vento e do frio.

É de referir que os dois painéis que se encontram no Altar-mor, as duas colunas que se encontram na nave, a porta principal em pedra e o campanário, fizeram parta da antiga Igreja de Santa Marinha.

 

In “BAIRROS DA COVILHÔ de António Garcia Borges

 

 

GRUPO DE INSTRUÇÃO E RECREIO

 

Esta Associação Cultural e Recreativa foi fundada no dia 2 de Abril de 1921. Foram fundadores José António Lopes (também conhecido por José Anastácio) juntamente com mais cindo companheiros: Bernardo dos Santos, Joaquim Brásia, Álvaro Mineiro, Mário Paiva e João Lemos. Todos homens de grande valor, com intuitos culturais e sociais cujos objetivos eram instruir e recriar, que de entre as suas múltiplas iniciativas, destaca-se o combate ao analfabetismo e a criação de uma lutuosa.

O G.I.R. teve origem na taberna de José António Lopes. A Direção, então formada, era integrada pelos seguintes membros, José António Lopes, Presidente; José Albino, Primeiro Secretário; António Quintela, Tesoureiro e Alfredo Fonseca, Vogal. Foi escolhido como colaborador Alfredo S. Romano.

Nasceu, então, a primeira escola primária do Rodrigo, fundada por José António Lopes, que após o seu horário de trabalho dava atenção a este grupo que administrava.

As aulas, que eram noturnas, eram frequentadas por adultos associados, tendo sido, os primeiros professores, José António Lopes, Armando Afonso, António Quintela e Belmiro da Fonseca.

O número de sócios foi aumentando, o que tornou necessário arrendar uma casa da Rua Mateus Fernandes onde se manteve por poucos meses. Passado algum tempo, foi arrendada a casa com o nome “Zé da antónia”, situada na mesma zona e, pouco depois, passou para a casa intitulada “Francisco Gigante”, onde se manteve vários anos.

Neste último edifício foi criada uma escola para crianças, que tinha como professora D. Adelaide, de apelido “Cabeças”, e depois a D. Rosa Fazenda. Eram aí lecionadas aulas diurnas para os filhos dos associados.

Devido à aderência da população instalaram-se na casa dos herdeiros “Francisco Dias Freira”, que era um local mais amplo e, nessa altura, formou-se uma comissão administrativa da qual faziam parte: Francisco Coelho, António da Cruz Fazenda, José Jacinto Proença, Alexandrino Vaz e Manuel dos Santos Tavares.

O G.I.R. sofreu um impulso dando maior amplitude ao ensino e organizou uma escola com todo o material didático. Esta escola foi inaugurada pelo Presidente da Câmara Municipal da Covilhã, Dr. José de Almeida Eusébio, no ano de 1928.

Em 1931, o Governo reconheceu o mérito e a utilidade pública desta escola, tendo nomeado, para ela, uma professora oficial, D Adelina Aguiar Pais, que lecionou com a maior competência durante anos até à extinção da escola, que ocorreu quando se construíram as escolas primárias do Bairro do Rodrigo.

Nos anos 30 foi adquirido um terreno para construção da sede própria. O associado Sr. António Fael emprestou a sua camioneta para se fazer o desaterro necessário à implantação do edifício. Os restantes associados também ajudaram, carregando as pedras nos seus carros de bois. Para o efeito e segundo se consta foi necessário o associado Sr. António Quintela empenhar o seu ouro, na Caixa Geral de Depósitos, para a compra da telha…

Em 1942 foi fundada a lutuosa, que tinha como objetivo pagar os funerais, a todos os associados e familiares /esposas e filhos). O G.I.R. pagava os funerais dos sócios falecidos, porque não existia então um regime de Segurança Social que assumisse esse encargo. A lutuosa era constituída por um grupo de sócios que acompanhava os funerais, levando a urna na carreta e empunhando o respetivo estandarte. A sua existência foi curta, tendo terminado, no ano de 1949, com o surgimento das casas funerárias. O subsídio, que era inicialmente de 500$00 passou, mais tarde, a ser de 1.000$00. Com a formação das Caixas de Previdência, este subsídio foi extinto.

Na década de 40 o G.I.R. promoveu um ciclo de conferências, onde o Prof. António Esteves Lopes, o Engº Ernesto Melo e Castro, o publicista Mário Quintela, o escritor Ferreira de Costa, o Dr. Aristides Vaz de Barros, José Bernardo Gíria e Francisco Teixeira David, entre outros, proferiram algumas palestras. O G.I.R. publicou parte destas conferências em livros, que se tornaram muito raros.

No ano de 1954 criou o Rancho Folclórico, constituído só por adultos.

O terceiro piso foi construído e inaugurado no ano de 1961 e, nesse mesmo ano, é editado um jornal com o título de “!Boletim do Grupo Instrução e Recreio”.

A Direção tomou a iniciativa de realizar, no ano de 1966, os Primeiros Jogos Florais da Covilhã, que foram coroados do maios êxito. Nos anos seguintes promoveu os II e III, Jogos Florais, que alcançaram ainda maior êxito.

A Câmara Municipal da Covilhã, por altura do seu centenário de elevação a cidade, propôs-se a levar novamente estes jogos a efeito, o que não se verificou. Desde então nunca mais se realizaram.

Na década de 70, a iniciativa do G.I.G., a par da criação de escolas, que tinham como primeiro objetivo instruir, criou um grupo de teatro, tendo este realizado várias representações.

Nos anos de 80 foi criada a secção de desporto que desenvolveu as seguintes modalidades: Torneio de Malha, Bilhar, Xadrez e Damas. Desta última modalidade saíram vencedores no Torneio da Covifeira no ano de 1990. No ano, de 1992 participou nas Marchas Populares da Covilhã tendo ficado classificado em 1º lugar.

A 20 de Outubro de 1990, a Câmara Municipal da Covilhã deliberou agraciar esta Associação Cultural e Desportiva com a Medalha de Prata. Também a Câmara Municipal deliberou dar um topónimo a uma Transversal da Rua do Rodrigo, sendo este, Rua Grupo Instrução e Recreio.

 

In “BAIRROS DA COVILHÔ de António Garcia Borges

 

 

CENTRO CULTURAL E DESPORTIVO DO RODRIGO

 

Esta associação desportiva e cultural foi fundada a 2 de Setembro de 1952, com o nome de “Centro de Recreio Popular do Bairro do Rodrigo”. Não tinha sede, pelo que se instalou no edifício do Grupo de Instrução e Recreio, mediante acordo celebrado entre as duas coletividades.

A fundação desta associação deveu-se ao facto de o Grupo de Instrução e recreio não estar filiado na antiga FNAT /Fundação Nacional para Alegria no Trabalho) e, por isso, estar impedido de participar nas atividades desportivas e culturais promovidas por aquela Fundação, que, eram reservadas apenas aos CDC. Foi, então criada esta nova associação para permitir que, através dela, os associados do GIR pudessem participar nas atividades da FNAT, já que os associados seriam comuns às duas coletividades.

Desde o seu início teve como modalidades desportivas o futebol, o atletismo, o voleibol e o andebol. Foi na mesma época criado um Rancho Folclórico.

No ano de 1965, a Direção resolveu tornar-se independente do Grupo de Instrução e Recreio, instalando-se em sede própria, na Rua Mateus Fernandes, nº 57.

No ano de 1975 começou a denominar-se Centro Popular dos Trabalhadores do Rodrigo. Em 1984 voltou a mudar de nome e passou a designar-se Centro Cultural e Desportivo do Rodrigo.

Introduziu a modalidade de xadrez, tendo sido campeão nacional de 2001 a 2003.

Em Junho de 2008, o Centro Cultural e Desportivo do Rodrigo adquiriu uma nova sede composta por um ringue desportivo. Situa-se no Bairro do Rodrigo, junto à Rua da Corredoura.

In “BAIRROS DA COVILHÔ de António Garcia Borges

 

 

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BAIRRO DA ESTAÇÃO

 

No dia 26 de Maio de 1950 foi deita a escritura de compra de três propriedades e parte de outra junto à estação do caminho-de-ferro e da cadeia desta cidade, pela quantia de 720.000 escudos como consta do livro de Atas nº 17 da Câmara Municipal da Covilhã, à família Santos Viegas de Seabra, representada por Aldegundes Maria Pinto Mesquita; como segundo outorgante estavam presentes: Anthero Frederico de Seabra e sua esposa Maria Augusta dos Santos Viegas de Seabra e Maria Hermínia dos Santos Viegas de Seabra representada pela Aldegundes Maria Pinto Mesquita. Como terceiro outorgante: Dr. Carlos Coelho, Presidente da Câmara Municipal da Covilhã.

Estas propriedades encontravam-se descritas na Conservatória do Registo Predial da Comarca da Covilhã, sob o nº 28362 e inscritos na matriz rústica da freguesia de Santa Maria Maior, sob o nº 436 denominadas «chindeiras». As restantes propriedades tinham número 759 inscrito na matriz rústica da freguesia de Santa Maria Maior sob. o nº 492 e o último terreno também se encontrava descrito na referida conservatória sob o nº 23496, inscrito na matriz rústica da freguesia de Santa Maria Maior sob o nº 434.

A Câmara Municipal da Covilhã vendeu, ao Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, 30 lotes de terreno no local da estação de caminho-de-ferro da Covilhã, por 806.058 escudos, onde foi implementado o bairro social de rendas económicas, para alojar famílias operárias.

Construído em três fases de construção bastante distintas entre si:

A 1ª fase de construção inicia-se em 1955, um quarteirão fechado de 15 lotes com logradouro no interior composto por 83 fogos e 8 lojas; O bairro caracteriza-se por blocos de habitação coletiva de três a quatro pisos e apresentam 7 tipologias diferentes.

A 2ª fase inicia-se em 1961 e caracteriza-se por blocos de habitação coletiva isolados; inicialmente estava prevista a construção de 11 blocos, tendo sido apenas construídos 6.

A 3ª fase construída no ano de 1963, em 2 blocos isolados, com uma altura de 4 andares.

 

In “BAIRROS DA COVILHÔ de António Garcia Borges

 
 

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TRIBUNAL JUDICIAL DA COMARCA DA COVILHÃ – CASA DOS MAGISTRADOS

 

No dia 13 de fevereiro de 1950 foi feita a escritura de compra e venda de uma casa e de uma propriedade rústica no sítio da estação de caminho-de-ferro desta cidade, a Beatriz Augusta Leal dos Santos Gascão Nunes, pela quantia de 850.000 escudos – consta no livro de Atas número 16 da Câmara Municipal da Covilhã.

Estes prédios encontravam-se descritos na Conservatória do Registo Predial da Comarca da Covilhã, sob o número 9826, livro b. 28 e 22.279 livro b. 59.

O Tribunal Judicial da Comarca da Covilhã e a residência dos magistrados foram inaugurados no ano de 1957, tendo sido construído em pedra da região e é um dos edifícios mais emblemáticos da cidade. Dispõe de uma sala de audiências com um grande painel de azulejos representando a justiça e de uma secção central que dá apoio à secção do 1º Juiz, do 2º Juiz e do 3º Juiz, Serviços do Ministério Público, Conservatória do Registo Civil e Arquivos.

Junto a este edifício foi construído um outro, em pedra da região, para residência dos Magistrados.

 

In “BAIRROS DA COVILHÔ de António Garcia Borges

 

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URBANIZAÇÃO NA ZONA DO CENTRO COMERCIAL DA ESTAÇÃO

 

No dia 7 de Março de 1977 foi feita a escritura da venda de um lote de terreno, pela quantia de 350.000 escudos. À Câmara Municipal da Covilhã, para construção urbana, sito no Bairro da Estação, na zona do bloco estrela, com a área de 297 m2, onde foram construídos vários blocos habitacionais e o Centro Comercial da Estação, a Pedro Francisco Pereira Baptista, sua esposa Fernanda Pinto André Mendes Baptista; António Augusto de Ascensão casado com Olga Fernanda de Oliveira Marques; António José Castela, José Carlos Adonis Gomes de Almeida; Manuel Duarte da Costa; José Tomás Amaral; José Carlos Cavaca Gouveia; Carlos Alberto da Silva Gomes e Joaquim dos Santos Belo.

Atualmente a urbanização do Bairro da Estação tem os seguintes topónimos: Rua Conde da Ericeira; Rua da Misericórdia; Rua Arquiteto Calais; Rua João Alves da Silva (antiga Rua Heróis de Dadrá); Rua D. Sancho I; Avenida 25 de Abril (antiga Avenida de Salazar); Largo Francisco Sá Carneiro; Praceta Dr. Duarte Simões; Rua Zeca Afonso; Rua Mateus Fernandes; Rua de Acesso à Estação; Avenida Europa; Rua Irmãos Bonina; Rua António Lopes e Avenida Rio de Janeiro.

 

In “BAIRROS DA COVILHÔ de António Garcia Borges

 

 

ESTABELECIMENTO – PRISIONAL REGIONAL DA COMARCA DA COVILHÃ

 

No ano de 1949 a Câmara Municipal da Covilhã expropriou, a Barbara de Jesus Gigante, um terreno sito na Rua Conde da Ericeira ou Cruz da Rata, freguesia de São Pedro, Concelho da Covilhã, composto de uma casa com rés-do-chão e primeiro andar, com superfície de dez mil e cinquenta metros quadrados e logradouro com a área de dois mil cento e cinquenta metros quadrados, inscrito na matriz predial sob o artigo no 323 da freguesia de São Pedro, com o valor tributável de vinte e três mil oitocentos e quarenta e dois escudos e quarenta e cinco centavos.

Esse terreno foi destinado à construção do Estabelecimento Prisional Regional da Comarca da Covilhã que se efetuou na década de 1950.

Foi construído na década de 1950

O edifício tem a forma geométrica de um octógono, e arquitetura do Estado Novo.

É um belo edifício, com dois pisos e de grande dimensão rodeado por um muro a toda a volta e é propriedade da Câmara Municipal da Covilhã.

 

In “BAIRROS DA COVILHÔ de António Garcia Borges

 

 

ACONDICIONAMENTO TÊXTIL

 

A construção do Acondicionamento Têxtil foi adjudicada, em 1950, por um concurso à empresa Construtora Abrantina Lda. pela quantia de três milhões novecentos e trinta e seis mil e trezentos e sessenta e sete escudos, de acordo com o projeto da autoria do arquiteto Rodrigues Lima, tendo o custo final da obra e equipamentos ultrapassado os vinte e cinco mil contos, valores provenientes na integra dos fundos da Federação Nacional dos Industriais de Lanifícios «F.N.I.L.».

No dia 25 de janeiro de 1950, a Câmara Municipal da Covilhã celebrou a escritura de venda de uma parcela de terreno no sítio da cadeia, freguesia de Santa Maria Maior a José Laureano de Moura e Sousa e seu representante, membro da direção da Federação Nacional dos Industriais dos Lanifícios.

Este equipamento de natureza técnica tinha, por finalidade o controlo de qualidade de todos os produtos e matérias-primas relacionadas com a indústria de Lanifícios.

A 28 de junho de 1952 foi inaugurado o edifício do Acondicionamento e Laboratório Têxtil da Covilhã.

Em 1982, o imóvel foi encerrado.

 

In “BAIRROS DA COVILHÔ de António Garcia Borges

 

 

ESCOLA SECUNDÁRIA FREI HEITOR PINTO

 

O Liceu Municipal da Covilhã foi criado por publicação do Decreto-Lei nº 23.685, de 21 de Março de 1934, que contém apenas dois artigos de seguinte teor: “art. 1º - é criado na cidade da Covilhã um liceu municipal, de frequência mista, que deverá funcionar a partir do ano letivo de 1934/1935 e será regido pelas disposições do Estatuto do Ensino Secundário, aprovado pelo Decreto com força de lei nº 20.741, de 18 de dezembro de 1931, e dos decretos com força de lei nºs. 21660 e 21706 e respetivamente de 3 de junho e de 17 de setembro 1932 art. 2º - é revogado o Decreto nº 20.930, de 20 de fevereiro de 1932”.

A Comissão Administrativa da Câmara Municipal da Covilhã apresentou ao Governo a proposta para construção de um edifício expressamente destinado a liceu, independentemente da Escola Industrial Campos Mello, para poder começar a funcionar em Outubro de 1934.

Estava dado o primeiro passo para a satisfação dos covilhanenses a nível escolar. Havia porém, muitas contrariedades quanto à escolha do patrono do liceu, uma vez que o carisma intelectual e de patriotismo de Frei Heitor Pinto se coadunava perfeitamente com o título desejado. “A Comissão Municipal, presidida pelo Dr. Almeida Garrett atendendo ao Cedreto nº 21706, tem a faculdade de prestar homenagem a uma personalidade local que se tenha distinguido pelos seus serviços à Pátria e ao Município”. A 7 de agosto de 1934, no Decreto-lei nº 24312, é atribuída a designação do liceu Heitor Pinto àquela escola e no primeiro ano matricularam-se 182 alunos, de ambos os sexos, sob a lecionação de seis professores incluindo o Reitor.

O edifício do Liceu Heitor Pinto funcionou na Rua dos Combatentes da Grande Guerra até ao ano de 1968, passando depois a funcionar na Avenida Salazar, hoje 25 de Abril, em novos edifícios com diversos pavilhões construídos de raiz.

No dia 21 de março de 1970 o Liceu Nacional da Covilhã foi inaugurado por Sua Exª. O Presidente da República Almirante Américo da Deus Rodrigues Tomás.

Em 1974 passou a designar-se a Escola Frei Heitor Pinto.

 

Cronologia dos Reitores e Presidentes

 

Reitores

Dr. Manuel Rabaça – 1934-1936

Dr. Feliciano Ramos – 1937-1938

Dr. Paulo Sousa – 1938-1939

Dr. Joaquim Vasco – 1939-1950

Dr. João Fonseca Silva – 1950-1954

Dr. Alfredo Antunes dos Santos – 1954-1959

Dr. José Abrantes da Cunha – 1959-1967

Dr. Domingos Rijo – 1967-1974

 

Conselho Diretivo da Escola Secundária Frei Heitor Pinto

Drª Vitoria Campos – 1974-1975

Dr. Luís Canas Ferreira – 1975-1978

Drª Leonor Abreu – 1978-1980

Dr. Fernando Panarra – 1980-1984

Dr. Luís Alberto Amoreira – 1984-1986

Dr. Fernando Panarra – 1986-1991

 

Conselho Executivo

Dr. Aníbal José Trindade J. Mendes – 1991-1993

Drª Maria Cabral Nogueira – 1993-1994

Drª Fernanda da Costa – 1994-1997

Dr. José Manuel Gonçalves Rodrigues – 1997-2002

Dr. Aníbal José Trindade J. Mendes – 2002-2009

 

In História da Freguesia de São Pedro da Covilhã, de António Garcia Borges

In “BAIRROS DA COVILHÔ de António Garcia Borges

 

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BAIRRO DOS PENEDOS ALTOS

 

BAIRRO DOS PENEDOS ALTOS

 

O Bairro dos Penedos Altos localiza-se na zona mais a Norte da Covilhã, junto à Ribeira da Carpinteira. Este bairro, foi o primeiro bairro social inserido nos programas habitacionais do Estado Novo. Designadamente no programa de casas económicas.

Em 1936, foi realizada a venda da Quinta dos Melos, “Penedos Altos”, por Georgina Geraldes de Lima e Cunha de Campos Mello, casada com José Maria Castro Campos Mello às seguintes entidades: Câmara Municipal da Covilhã; Caixa Sindical de Previdência do Pessoal da Industria de Lanifícios e à Federação Nacional dos Industriais de Lanifícios, para construção de um bairro operário.

No ano de 1940 foi adjudicada a 1ª fase ”bairro de cima”, aos construtores António Alves Franco Júnior; Augusto Domingos e Joaquim da Silva Reis para a construção de casas com habitações de piso único e diversas tipologias para alojar agregados familiares de várias composições. Todas as casas possuem um quintal nas traseiras.

Em 1946, para dar continuidade à construção do bairro, foram adquiridos terrenos aos seguintes proprietários, Eng. Telo de Carvalho Simas e esposa bem como a Carlos Mello e Castro e esposa Isilda Castro Campos Mello e Matos, e outros. Nessa data, teve lugar a assinatura do empréstimo no valor de um milhão e seiscentos e quinze mil escudos à Caixa Geral de Depósitos às seguintes entidades: Câmara Municipal da Covilhã; Caixa Sindical de Previdência do Pessoal da Indústria de Lanifícios da Covilhã, para fazer face aos encargos que lhe competiam na ampliação do bairro.

Seguiu-se, no ano de 1947, a construção da 2ª fase “bairro de baixo” com o autor do projeto Eng. Mário Soares Lopes e os construtores José da Costa Riscado e Manuel Fernandes Pinto.

O bairro de baixo, era composto de habitações de 2 andares, e cujo número de divisões e rendas variavam em concordância com os agregados familiares a alojar. Todas as habitações possuíam um quintal nas traseiras.

O bairro estava dotado de infra-estruturas como saneamento, água, luz, edifício escolar e Igreja.

Em 1953 foram adquiridos terrenos à “Fábrica Alçada & Filhos, Sucessores”, para ampliação do bairro.

Na década dos anos 80 e 90, do século XX, as quintas do Samarra, do Mestre Jaime e Serrado foram vendidas em lotes de terreno para novas construções.

Atualmente, trata-se de um bairro único, dotado de variadas infra-estruturas de lazer; jardins; parque infantil; piscina municipal; escola; pavilhão gimnodesportivo; associações culturais e desportivas e outros equipamentos.

Este bairro é composto pelos seguintes arruamentos; Rua Celestino David; Rua da Calva; Praceta da Calva; 1ª e 2ª travessa da Calva; Travessa D. Filomena Anaquim; Rua D. Maria José Alçada; Rua Dr. Guilherme Raposo de Moura; Rua Dr. Manuel Mendes de Matos; Rua Fernando Antunes; Rua da Igreja; Rua São José; Rua e Escadas do Padre Pita; Caminho dos Moinhos; Rua dos Motoristas; Rua da Piscina; Rua e Escadas do Pinho Manso e Rua do Ribeiro de Flandres.

 

In “BAIRROS DA COVILHÔ de António Garcia Borges

 

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IGREJA DE SÃO JOSÉ

 

A Igreja de São José fica situada no Bairro dos Penedos Altos e foi inaugurada em 22 de outubro de 1950. Após a sua inauguração esta povoação passou a ser um Curato (povoação pastoreada por um cura com condições para se tornar paróquia).

Esta igreja tem o Altar-mor, do lado esquerdo, encontra-se colocada, em cima de um pedestal, a Imagem de São José, Orago da mesma Igreja e Paróquia; no lado direito estão dois painéis em azulejos, um alusivo ao Batismo de Jesus por São João Baptista, com uma pomba (descida do Espírito Santo, sobre o seu Filho muito amado) e o outro ao Encontro de Jesus com a Samaritana.

D. Manuel Felício, Bispo da Guarda, passou este curato a paróquia em Maio de 2009.

 

In “BAIRROS DA COVILHÔ de António Garcia Borges
 
 
 

PISCINA DA COVILHÃ – BAIRRO DOS PENEDOS ALTOS

 

Na década de sessenta, a Câmara Municipal da Covilhã, então presidida pelo Eng. Vicente da Costa Borges Terenas, procedeu à construção de uma piscina no Bairro dos Penedos Altos. A obra, adjudicada ao Empreiteiro José Augusto Bom Jesus, foi inaugurada a 25 de Maio de 1968.

A Piscina Municipal da Covilhã teve novos melhoramentos, com a construção de uma cobertura e aquecimento e foi aberta ao público em 3 de Julho de 1998, inaugurada pelo Presidente da Câmara Municipal Carlos Pinto.

 

In “BAIRROS DA COVILHÔ de António Garcia Borges

 

 

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CLUBE DESPORTIVO DA COVILHÃ

 

O Clube Desportivo da Covilhã (C.D.C.) foi fundado em dezembro de 1932, com a finalidade da prática do desporto. Para além de praticar a educação física, este clube iniciou a modalidade de natação, que era praticada no chamado Poço Grande, situado no Bairro Municipal.

Esta associação, encerrou as suas atividades no ano de 1945 por ter sido proibida a prática de natação no Poço Grande (o poço era abastecido de água não tratada, proveniente da Ribeira da Carpinteira, que a montante recebia os esgotos do Sanatório dos Ferroviários).

Por volta do ano de 1954, os antigos dirigentes e associados do Clube entraram em contacto com a Comissão de Melhoramento do Bairro dos Penedos Altos, com vista à aquisição de terrenos pertencentes a essa Comissão, que se encontravam sem utilização, com a finalidade de aí construir um Parque Desportivo. Foi acordada a construção e foram de imediato iniciadas as obras de adaptação dos terrenos, tendo, em 15 de Maio de 1965, sido inaugurado o recinto com a presença do então Diretor Geral dos Desportos, Dr. Armando Rocha.

O C.D.C., além da prática da natação, pratica, ainda, as modalidades de hóquei em patins, xadrez, esqui alpino, futebol e basquetebol.

Nos finais dos anos 60, do século XX, organizaram-se os Torneios de Primavera, no seu parque desportivo, com a prática das modalidades de futebol de salão, andebol, basquetebol, voleibol e hóquei em patins, e onde estiveram representadas todas as Associações Desportivas da Covilhã. Estes torneios deixaram de se realizar no ano de 1999.

Alguns anos depois. O Parque Desportivo foi alvo de obras de requalificação tendo sido coberto, passando a Pavilhão Gimno-desportivo e foi inaugurado com a presença do Governador Civil do Distrito de Castelo Branco, Sr. Alberto Ferreira de Matos Romão zinho e do Presidente da Câmara Municipal da Covilhã, Sr. Augusto Lopes Teixeira.

Em 25 de Abril de 2005, foram construídas instalações anexas com a finalidade de servirem de balneários dos atletas e árbitros.

Na época de 1989-1990 a equipa do C.D.C. manteve-se na 2ª Divisão Nacional de Basquetebol, chegando a disputar a fase final para a subida à 1ª Divisão Nacional.

A Câmara Municipal da Covilhã, para prestar homenagem a esta associação, atribuiu o seu nome a uma rua do Bairro dos Penedos Altos, a Rua do Clube Desportivo da Covilhã, que começa na Rua da Igreja e termina no Pavilhão Gimno-desportivo do C.D.C.

 

In “BAIRROS DA COVILHÔ de António Garcia Borges

 

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CENTRO DE RECREIO POPULAR – ACADÉMICO DOS PENEDOS ALTOS

 

Decorria o ano de 1954, quando um grupo de habitantes do Bairro dos Penedos Altos, teve a ideia de fundar uma Associação Desportiva e Cultural – o Académico dos Penedos Altos. Foi arrendada uma casa, nas traseiras do prédio do Riscado, na Rua da Igreja, para o efeito. Em 24 de Junho de 1954, a nova Coletividade filiou-se na Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho (F.N.A.T.), nos termos dos artigos 24º e 25º dos estatutos daquele organismo, publicados em anexo ao Decreto-Lei nº 37/836, de 24 de Maio de 1950, inserido sob o nº 60.

A frequência de pessoas, na sede, aumentou ao ponto de a direção ter de procurar um espaço mais amplo, onde pudessem ser desenvolvidas mais atividades culturais, desportivas e recreativas.

Surgiu a ideia de arrendar a antiga casa da Quinta dos Melos, da qual eram proprietárias D. Maria Isilda Campos Melo, D. Maria Teresa Lima Campos Melo Moitinho de Almeida e D. Maria Beatriz Lima de Campos Melo.

Feitas as diligências necessárias, a Associação mudou-se para a nova sede, no ano de 1955, ocupando o rés-do-chão. O andar superior estava ocupado pelo rendeiro da família Campos Melo, provisoriamente, até que se concluísse a construção de uma casa no bairro.

Nesse mesmo ano, começaram a praticar-se as modalidades de voleibol e futebol de onze, começando de imediato s disputar os campeonatos da Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho (F.N.A.T.). No ano de 1957, foram criadas as modalidades de ténis, badmington, hóquei em patins e ténis de mesa.

Em 1963, surgiu a formação de um grupo de teatro, que apresentou várias comédias, farsas e revistas. Nos finais da década de 60, o Académico entra nos Torneios de Primavera, na modalidade de futebol de salão, saindo vencedor nos anos de 1970, 1991, 1992, 1997.

A F.N.A.T., Delegação da Covilhã, no ano de 1966, organizou um Concurso de Presépios, a nível Regional, em que o Académico saiu premiado, tendo-lhe sido conferido o respetivo diploma. Esta Associação não parou de inovar em atividades e, no ano de 1971, introduziu a modalidade de basquetebol.

Em 1979, o Académico participou nos campeonatos da 2ª Divisão, na modalidade de voleibol e, nesse mesmo ano, fez a sua apresentação no Torneio organizado pelos Unidos do Tortosendo, nas modalidades de basquetebol e futebol de salão.

No ano de 1986, organizou o 1º Torneio de Tiro ao Alvo e, em 1987, participou no 2º Torneio Sport Club da Pousadinha e no 1º Torneio da Associação Desportiva de Belmonte.

Nos anos 90, a Direção do Académico, viu-se a braços com o problema da venda da sua sede e dos terrenos anexos. Os Srs. Eng Laurentino Agostinho de Almeida, Moisés Agostinho de Almeida e José Luís Carrilho de Almeida pretendiam a aquisição da Associação para aí construírem uma urbanização. Do projeto constava a demolição da sede do Académico.

A Coletividade não desistiu de lutar pela sua sede, tendo pedido à Câmara Municipal da Covilhã, então sob a presidência do Eng. Jorge Pombo, para intervir. A Câmara começa então a fazer diligências para resolver a situação.

Em 1988, o Académico entra nas Marchas Populares da Cidade da Covilhã, tendo obtido o 2º lugar da classificação geral e o 1º lugar no traje. No ano de 1999 entre no Torneio Quadrangular Juvenil do C.D. West Athletic, disputado no pavilhão do I.N.A.T.E.L., sagrando-se campeão.

Nos finais de 1999, o Presidente da Câmara Municipal da Covilhã, Sr. Carlos Pinto, garantiu:- “O Académico não ficará sem sede”. A Câmara Municipal da Covilhã reuniu com os proprietários do referido edifício, chegando a consenso, sendo posteriormente lavrada a escritura de posse que constou no ponto 8 da Ata elaborada em 14 de janeiro de 2000, anexo 15,

Começaram de imediato as obras de remodelação de todo o espaço, tendo o interior sido renovado e requalificado. As novas instalações foram inauguradas a 23 de Setembro de 2001, pelo Presidente da Câmara Municipal da Covilhã, Carlos Pinto.

 

In “BAIRROS DA COVILHÔ de António Garcia Borges

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LIGA DOS AMIGOS DO BAIRRO DOS PENEDOS ALTOS

Decorria o ano de 1994 quando quatro amigos, sentados à mesa do café “Casa Nova”, no Bairro dos Penedos Altos, conversavam sobre aquele bairro e discutiam a falta de convívio associativo, recreativo e cultural.

Foi, então que resolveram fundar uma nova associação com uma estrutura forte e sólida, e assim surgiu a L.A.P.A. «Liga dos Amigos do Bairro dos Penedos Altos», que foi inaugurada no dia 10 de Novembro de 1997.

Foram seus fundadores: Duarte Nuno Serra Bichinho; José Manuel Matos Fernandes Rato; Paulo Conceição e Fernando Manuel de Jesus Pina.

Em seguida, os fundadores, com outros sócios, foram a primeira direção do clube que, de imediato, teve um grande desenvolvimento na parte social e a que, em 28 de Abril de 2005, foi atribuído o estatuto de I.P.S.S. «Instituição Particular de Solidariedade Social».

A missão foi criada de maneira a agir ativamente e de forma sustentável e empreendedora em diferentes áreas, como ação, cultura, desporto, educação, recreio, saúde e tempos livres, na reabilitação e na promoção da cidadania e da qualidade de vida dos sócios.

In Bairros da Covilhã de António Garcia Borges

 

Video elaborado por José Pereira Santos in
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FOTOS ANTIGAS - PALMATÓRIA

No dia 16 de Outubro de 1873, foi inaugurado o monumento ao qual foi dado o nome de “Palmatória” para comemorar a data de abertura da Estrada Nacional nº 230 que liga a cidade da Covilhã à cidade de Coimbra.

Estiveram presentes no acto inaugural o Sr. Presidente da Câmara Municipal da Covilhã, Francisco Joaquim da Silva Campos Melo (Visconde da Coriscada), o Ministro das Obras Públicas (Conselheiro António Cardoso Avelino), o Par do Reino Manuel Vaz Preto e o Deputado Pelo Círculo da Covilhã, Manuel Pinheiro Chagas.

Nos meados do século XIX, mais precisamente a 13 de Novembro de 1842, nascia em Lisboa um dos maiores polígrafos da Língua Portuguesa, Manuel Joaquim Pinheiro Chagas.

Autor polígrafo, escreveu sobre muitos assuntos: romances, poesia, crítica, memórias, monografias, artigos políticos e literários, crónicas, folhetins, dramas e comédias.

Jornalista de largos méritos colaborou, no Diário da Manhã, Gazeta Portugal, Correio da Manhã, Jornal Revolução de Setembro, Primeiro de Janeiro, Revista Contemporânea, Jornal do Comércio, Ilustração Portuguesa, Monitor Português, Diário Popular, Diário Ilustrado, Gazeta do Povo, etc., e teve lugar de relevo na política.

Como militante do Partido Regenerador, foi eleito deputado pelo círculo da Covilhã, em 1871, e reeleito sucessivamente até 1892.

A sua eloquência subjugava o auditório, como sucedeu quando se apreciaram as acusações sobre a escravatura nas Colónias Portuguesas.

A sua vida estava cheia de constantes êxitos: Deputado, Ministro da Marinha e Membro do Conselho da Coroa, Par do Reino, Secretário-Geral da Academia de Ciências, Vogal do Conselho Superior de Instrução Pública, Presidente do crédito Predial, Presidente da Extinta Associação de Homens e Letras dos Jornalistas de Lisboa, etc.

Recebeu várias distinções como a Grã-Cruz da Ordem de Sant’Iago, Grã-Cruz da Ordem de Carlos III de Espanha e de Leoplado da Bélgica e ainda o Grau de Grande Oficial de Legião de Honra de França.

Esta é uma figura portuguesa de que a cidade da Covilhã muito se orgulha de ter sido como seu representante no Parlamento.

Foi promotor da construção da Estrada Nacional nº 230 com ligação da Covilhã a Coimbra, com grande importância para a época e para os dias de hoje, abrangendo quase todo o Concelho da cidade da Covilhã.

In História da Freguesia de São Martinho da Covilhã, António Garcia Borges

 

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JARDIM / CAMPO DAS FESTAS

 

A cerca do antigo Convento de São Francisco, foi o primeiro Cemitério Municipal da Covilhã. Os enterramentos terminaram ali em 1874, devido à construção do novo Cemitério na zona do Gameiro, que ainda hoje existe. Foram necessários alguns anos para a transladação dos mausoléus, jazigos, campas rasas e sepulturas, para este novo cemitério.

No ano de 1908, os terrenos foram utilizados para a construção de um jardim público, na altura considerado uma interessante parcela do património citadino.

Foi autor do seu traçado João de Ascensão Loriga, também autor do projeto do coreto. Além da finalidade recreativa, este jardim, do princípio do século XX, teve outras funções. Foi local de festas complementares da Feira de São Tiago (que voltou a este espaço de 16 de Julho a 1 de Agosto de 1999, comemorando os 588 anos desta feira), sem stands disseminados pelos arruamentos e tendo por palco o harmonioso coreto. Neste, era costume, aos Domingos e Quintas-Feiras, na quadra estival, ouvir-se a Banda do “21” (Regimento de Infantaria 21), sob a batuta de Costa Lança. Foi também, palco de espetáculos de beneficência, por ali tendo passado destacados artistas da música ligeira.

A 15 de Fevereiro de 1951, a Covilhã sofreu uma forte tempestade, acompanhada de um grande ciclone, que destruiu muitas árvores e derrubou o velho cipreste do antigo cemitério. Nessa altura deu lugar a uma nova urbanização que se manteve até aos anos 60.

A partir dessa data sofreu grandes alterações, foi demolido o coreto e teve uma nova urbanização, sendo que o povo covilhanense passou a desfrutar de um jardim moderno, retilinto, mas considerado por muitos menos atrativo que o anterior.

Nos finais do século XX, este jardim teve novamente obras de requalificação, passando a parque de divertimento, e foi inaugurado a 29 de Julho de 2001.

In História da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição, António Garcia Borges

 

 

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PALACETE JARDIM

 

O Palacete Jardim está situado numa área nobre da cidade, entre a Avenida Frei Heitor Pinto e a Rua Conde da Covilhã, junto ao Jardim Público, de frente para o monumento aos Combatentes da Grande Guerra.

Este Palacete foi mandado construir em 1919, pelo antigo proprietário do edifício, o industrial de Lanifícios Joseph Bouhom, nascido na Covilhã, mas que teve origens na Bélgica. Posteriormente, passou à da posse da Família Carneiro.

A obra foi projetada pelo Arquiteto Ernesto Camilo Korrodi, e é um belo exemplar da Arte Nova no nosso País, um estilo arquitetónico e decorativo dos finais do século XIX. É bem notória a aliança entre os materiais usados pela Arte Nova: o azulejo, liso de forma geométrica, em painéis decorativos; o granito e o mármore, aplicados de forma original e assimétrica; e o ferro utilizado nas varandas.

Os azulejos dos painéis decorativos das paredes foram importados da Bélgica bem como as loiças sanitárias e os azulejos das casas de banho, segundo informação cedida pela filha do proprietário, Susana Bouhom, esposa do Arquiteto Ernesto Camilo Korrodi.

In História da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição, António Garcia Borges

 

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Video elaborado por José Pereira Santos in
https://www.facebook.com/Mem%C3%B3rias-da-Covilh%C3%A3-267737363560243/videos
 

FONTES, FONTANÁRIOS E CHAFARIZES DA COVILHÃ

FONTE MANUELINA

A Fonte Manuelina, é das fontes públicas mais antigas da cidade da Covilhã de que há notícia.

Esta fonte que se situava na Rua da Corredoura, encontra-se atualmente na Avenida 25 de Abril, junto ao Bairro da Estação.

Construída no século XVI, é composta por duas bicas em pedra trabalhada, cada uma com um tubo metálico, e por um tanque retangular de cantaria para onde aquelas desaguam.

O tanque está embutido em três paredes construídas em pedra de cantaria. A meio da fonte e em relevo, estão destacadas as armas nacionais da época de D. Manuel I, que têm de cada lado uma esfera armilar.

 

 

FONTE DA BOAVISTA

Esta fonte, está situada da Rua D. Cristóvão de Castro e cruza com as Ruas Comendador Gomes Correia e Capitão João de Almeida.

Este nome deve-se ao facto de a fonte se situar num local muito alto, de onde na época se avistava toda a Cova da Beira e de onde se obtinha uma “Boa Vista”.

 

 

FONTE DE SANTO CRISTO (DE CHAFURDO) – Fonte do Lameiro

Esta designação antiga é devida às suas águas serem dirigidas para um lameiro ali perto, onde hoje existe a Casa Paroquial da Freguesia e anexos.

Situava-se na Calçada do Lameiro e o seu caudal foi desviado para o lado lateral da Capela do Senhor da Ribeira, a fim de ser construída a Fábrica de Lanifícios, José Paulo Oliveira Júnior.

Atualmente a dita fonte encontra-se situada na parte lateral da Igreja de Nossa Senhora de Fátima.

 

 

FONTE DO MARQUÊS DE POMBAL

Esta fonte fica situada na Rua Marquês d’Ávila e Bolama, em pleno coração da Universidade da Beira Interior. Tem uma arquitetura de estilo Pombalino.

Mandada construir pelo próprio Marquês de Pombal, na época em que foi construída a Real Fábrica de Panos.

Reza a lenda que, na altura, foi também chamada “Fonte das Lágrimas”, pelo facto, de muitos Covilhanenses verem a construção do edifício com as pedras das extintas muralhas da Vila da Covilhã.

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Fonte do Marquês de Pombal

Rua Marquês d'Ávila e Bolama

(Séc. XVIII)

 

 

FONTE DOS MELOS (DE CHAFURDO)

 

 

FONTE DE OLVIDEIRO

Esta fonte foi construída no século XIX, provavelmente entre 1872 e 1879. Toda em pedra, de cantaria da Serra da Estrela, é composta por duas colunas adoçadas e dois lintéis.

No cimo de cada uma encontra-se um pináculo em pedra trabalhada, imitando uma flor, no remate dos lintéis está colocado um vaso esculpido.

Na parte mais abaixo, onde os lintéis formam um ângulo agudo, encontra-se uma pedra, de baixo-relevo, embutida na parede com a inscrição da data da construção da fonte, já com os números sumidos.

Tem duas bicas em ferro e pedra trabalhada, que vertem água para um tanque retangular, embutido na parede.

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Fonte de Olvideiro

Largo do Olvideiro

(Séc. XIX)

 

 

FONTE DAS TRÊS BICAS

A magnífica e monumental Fonte das Três Bicas foi construída poe António da Silva Leitão, pedreiro de Penamacor.

É uma bela obra de arquitetura do século XIX. Foi esculpida em pedra, em estilo neo-gótico, com quatro colunas com pequenos relevos e três capitéis triangulares. Tem, como elementos decorativos, três caras, três conchas, três bicas em pedra e latão, três pias e quatro mísulas na parede.

No capitel, ao centro, encontra-se uma chapa em ferro, fixa na parede, contendo a informação de que a fonte foi construída pela Câmara Municipal no ano de 1855.

No cimo da fonte, nos três triângulos, encontram-se três vasos em pedra.

Esta fonte esteve inicialmente situada na Praça do Município; mas, no ano de 1940, por virtude das obras de construção do Teatro Cina da Covilhã, foi mudada para a Avenida Frei Heitor Pinto, junto ao Jardim Público.

 

 

FONTE DO CONDE DA COVILHÃ

 

 

FONTE DAS GALINHAS

Esta fonte foi construída no ano de 1875 e é toda em pedra de cantaria, composta por duas colunas e um lintel em forma de curva. No cimo é ornamentada por um vaso em pedra trabalhado e, no centro, encontra-se uma placa em baixo relevo com a data da sua construção.

No fundo tem duas bicas em latão e pedra trabalhada embutidas na parede, que deitam água para um tanque retangular, todo em pedra de cantaria.

Nas duas colunas, terá existido no passado, em cima de cada uma, um pináculo, que se reflete pela forma arquitetónica que elas apresentam, onde se nota a falta do mesmo.

Esta fonte encontra-se situada na Rua Marquês D’Ávila e Bolama, muito próximo do cruzamento desta rua com a Rua Conde da Covilhã.

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Fonte das Galinhas

Estrada Nacional 18

(Séc. XIX) 

 

FONTE NOVA

 

 

FONTE DE SÃO SILVESTRE

A Fonte de São Silvestre situa-se no Largo de São Silvestre.

É muito possível que a construção da Fonte de São Silvestre date da década de 1880.

É construída em cantaria, em estilo neo-gótico do Século XIX. É composta, ao centro, por uma placa em granito trabalhado, formando um octógono, que contém ilegível a data da construção. Tendo em conta o pedestal em que se apoia, é muito provável que, no passado, tivesse sido uma fonte de mergulho.

 

 

FONTE DE SANTA MARIA

Sem qualquer data de construção mencionada, supõe-se que a Fonte de Santa Maria, situada na parede do pátio de um prédio, na Rua de Olivença, tenha sido ali implantada no início do século XX.

Na sua arquitetura poderá ser observado um desenho feito em cimento com uma bonita pedra, com o bordo redondo e que está colocado em cima de uma coluna também ela em cimento.

 

 

FONTE DE SANTO ANTÓNIO

A fonte de Santo António, encontra-se situada no Largo da Infantaria 21, em frente à Igreja de Nossa Senhora da Conceição.

É uma obra arquitetónica dos finais do século XIX, inaugurada em 1895.

A fonte está assente em cima de três espelhos de pedra de cantaria, dos quais dois são estreitos e um largo. Além daqueles, tem ainda mais dois, pequenos, que no seu todo formam um hexágono.

A fonte é formada por seis colunas trabalhadas. Tem três pias, mais três mísulas, encostadas na própria coluna, terminando, ao alto, com um capitel que suporta numa esfera armilar em bronze.

ADÁGIOS / LENGALENGAS / TRADIÇÕES

Adágios

“ A ovelha era parte da vida das comunidades na Serra. Não admira, pois que esteja presente nos adágios e na sua filosofia de vida “
- Se queres ter ovelhas, anda atrás delas.
- Tola é a ovelha que se confessa ao Lobo.
- Ovelha que berra, bocado que perde.
- Cada ovelha busca a sua parelha.
- Ovelha que é de lobo, nem Sto. António lha tira.
- Pouco gado, pouco assobio.
- Vinho que nasce em Março vai no regaço.
- Quando não chove em Fevereiro, nem bom prado nem bom centeio.
Lengalengas
O eco
Oh que eco que aqui há!
Que eco é?
É o eco que cá há
O quê? Há eco aqui?
Há cá eco. Há...
Padre Pedro
Padre Pedro
Prega pregos
Padre Pedro
Pardal Pardo
- Pardal Pardo porque parlas?
Eu parlo e parlarei, porque sou pardal Pardo, parlador de el-rei
Cada um
Cada um que vai a casa de cada um.
É porque quer que cada um lá vá:
Se cada um não quisesse que cada um lá fosse.
Dizia a cada um que não fosse cada um lá.
As quatro tábuas
Eu tenho quatro tábuas.
Todas mal atravincontinquelotadas.
Mandei chamar o atravincontiquelador.
Que mas venha atravincotinquelar melhor.
Tradições
Pelo natal é costume queimar-se no adro das igrejas um grande madeiro que se destina a aquecer o menino que vai nascer.
Em algumas terras é tradição roubá-lo noutras, e alguém que o oferece por promessa.
À meia-noite, o povo aproxima-se do madeiro.
Na noite de Ano Novo é de uso mandar às portas com farinha.
Este costume relembra o “ Milagre das portas “.
Pouco tempo após o nascimento de Jesus um soldado de Herodes conseguiu localizá-lo e marcou a porta com farinha, pois era de noite e ele não conhecia bem aqueles sítios. Quando voltou com os companheiros, todas as portas estavam com farinha e desistiu da busca.
Também é costume cantar as Janeiras entre o Natal e os Reis.
O Chá
O chá faz parte da vida intima e social da cidade, oferecê-lo, é uma tradição, aceitá-lo uma cortesia. Há casas adaptadas para o tomar, recantos confortáveis, almofadas convidativas. Mesas, segundo circunstâncias para o chá intimo, para o chá de cerimónia. Baixelas, porcelanas e pratos.

Aconteça o que acontecer haja calor, frio, nevão ou chuva, o chá está sempre a propósito. Faz parte da vida, dos hábitos. Talvez em nenhuma cidade do País se consuma em tão larga escala. Ricos, pobres, patrões, operários, todos o bebem.