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"COVILHÃ, CIDADE FÁBRICA, CIDADE GRANJA"

LARGO 5 DE OUTUBRO

 MONUMENTO AOS SOLDADOS MORTOS NA GRANDE GUERRA

 

Factos e Figuras da História da Covilhã

 

Lardo 5 de Outubro.jpg

O monumento aos mortos da Grande Guerra nasce de um movimento juvenil criado na cidade por iniciativa do jornal “O Raio”.

Para a sua construção constituiu-se uma primeira comissão integrada por Júlio Carneiro, António Lopes Paes, José Cruz Alves da Silva, Alberto Fazenda, Manuel Gonçalves, José Cavaca Júnior e João Oliveira.

O lançamento da primeira pedra inseriu-se num programa mais vasto de homenagens ao regimento de Infantaria 21, que teve lugar em Março de 1925, do qual sobressaiu a imposição da Cruz de Guerra como resultado do raid de 9 de Março de 1918 levado a cabo pela 1ª companhia capitaneada por Ribeiro de Carvalho e onde se distinguiu heroicamente o alferes Gonzaga. Mas contrariando o entusiasmo de 1925 aquando do lançamento da primeira pedra, na praça de S. Pedro, na Covilhã, as obras não se iniciaram nos tempos seguintes. Na imprensa local surgiam com frequência críticas ao sucedido. Passado um ano os trabalhos eram retomados, a presidência honorária da Comissão foi entregue ao bispo de Beja e para angariar novos donativos foi criada uma comissão de honra constituída por mulheres covilhanenses.

A comissão possuía em Novembro de 1926 3.000 escudos provenientes da campanha levada a cabo pelo jornal “O Raio” e a promessa de 1.000 escudos por parte da Câmara Municipal.

Em Janeiro de 1927, tinha sido já possível contratar os trabalhos do escultor Francisco Santos para a elaboração de uma estátua que constaria no monumento.

Durante o ano de 1928, realizaram-se novas iniciativas para angariar fundos. Um sarau cultural no Teatro Covilhanense, onde participou a conhecida recitadora Maria de Lourdes, ou um espectáculo de circo da companhia Ivanov permitiram um novo fôlego para a causa ao atingir verbas num montante de 14.000$00.

Em 15 de Junho de 1930 foi finalmente inaugurado o monumento. O General Carmona descerrava a figura de um soldado que, no largo 5 de Outubro, se encontrava envolvido pela bandeira nacional. Na cerimónia da inauguração estiveram ainda presentes o Ministro da Guerra, o Ministro do Interior, pela direcção da Liga dos Combatentes, Eduardo de Faria e pela Câmara Municipal  o seu presidente Almeida Eusébio e os representantes locais das várias instituições militares e civis.

Em 1999 por iniciativa da Liga dos Combatentes, é integrado no monumento um acrescento para homenagear os soldados mortos na guerra colonial. Esta última parte do monumento foi inaugurada em 23 de Outubro de 1999.

Carlos Madaleno in Notícias da Covilhã

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Video elaborado por José Pereira Santos in
https://www.facebook.com/Mem%C3%B3rias-da-Covilh%C3%A3-267737363560243/videos

MONUMENTO Nª Sª CONCEIÇÂO

EDIFICAÇÃO DO “MONUMENTO DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO”

 

Com assento privilegiado na vertente sul do velho burgo covilhanense, situado na encosta da Serra da Estrela, num local onde existia um pequeno cabeço, cercado por um pinhal, terras de semeadura, um souto e um caminho sinuoso, estreito em terra e pedras, foi edificado o monumento em honra de Nossa Senhora da Conceição, “Nossa Senhora de Lourdes” nos finais da década de 90 do século XIX, cuja pilastra, com a imagem da Imaculada, foi assente num amontoado de pedras, com vista para a Covilhã.

Este monumento foi mandado construir por uma comissão, presidida pelo Padre João Rodrigues Moita, da qual faziam parte: o Padre Gregório Arroz; o Padre José Costa Tavares; o Padre Oliveira Pinto; a Câmara Municipal da Covilhã; o Sr. Cândido Augusto D’Albuquerque Calheiros, 1º Conde da Covilhã; o Dr. João Ferraz de Carvalho Megre; o Sr. Gregório Baltazar, entre outros.

Os principais beneméritos foram o Sr. Cândido Augusto D’Albuquerque Calheiros, Conde da Covilhã, que suportou a maioria das despesas e o Sr. Dr. João Ferraz Carvalho Megre que doou o terreno.

Este monumento que, faz parte da Paróquia de São Martinho da Covilhã, foi inaugurado a 10 de Outubro de 1904.

No lado norte do monumento estavam três lápides com estas inscrições “Sua Exª Rev. Ma o Sr. Núncio de Sua Santidade Monsenhor Júlio Tonti, concedeu uma vez por dia um ano de indulgências a todos os fiéis que devotamente recitarem uma Salve Rainha diante desta imagem da Virgem Imaculada”.

“Sua Eminência o Sr. Cardeal D. José III concedeu, 300 dias de indulgência aos fiéis que recitassem 3 Ave-maria perante esta imagem da Imaculada Conceição em honra de Maria Santíssima, Mãe de Deus e dos homens, de qualquer lugar que a vissem, devendo aplicar, pela conversão de algum pecador, aquelas ou outras preces que lhe sejam dirigidas”.

“Sua Exª Rev. Ma o Sr. D. Manuel Vieira de Matos, Arcebispo – Bispo da Guarda, concedeu 50 dias de indulgência a todos os fiéis que rezassem uma Avé-Maria quando avistem de qualquer parte, esta imagem de Nossa Senhora.

 

In “BAIRROS DA COVILHÔ de António Garcia Borges

 

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OUTRAS IMAGENS DA COVILHÃ (4)

 

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MUSEU DA ARTE E CULTURA

Na Rua António Augusto de Aguiar, no dia 14 de Junho de 1907, junto à Praça do Município, deflagrou um incêndio que ficou conhecido como o incêndio da mineira.

Dos escombros foi construído, por volta de 1920, um edifício de 5 pisos com frontaria em azulejos cuja arquitetura é pura Arte Nova cujo projeto é do Arquiteto Ernesto Norrodi, para aí funcionar o Banco Nacional Ultramarino.

Após a saída do banco, a Câmara Municipal da Covilhã adquiriu o edifício que foi utilizado como armazém até ser recuperado.

Nos princípios do século XXI, a parte interior do edifício foi toda reconstruída para ai funcionarem alguns serviços da Câmara Municipal da Covilhã e para exposições.

No dia 1 de Agosto de 2008, foi inaugurado o Museu de Arte e Cultura (PATRIMONIVS) com mais de cem obras de arte de cariz religioso e arquitetónico que fazem parte da coleção reunida pelo Município da Covilhã e Associação Cava Juliana e que retratam uma parte da história patrimonial do Concelho.

 

In História da Freguesia de São Pedro da Covilhã, de António Garcia Borges

 

 
 
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